O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve, neste sábado (9), a prisão temporária do policial civil Frede Uilson, detido pela morte de uma passageira em um carro de aplicativo. O agente passou por audiência de custódia e o pedido de revogação da detenção, feito pela defesa, foi negado.
A Delegacia de Homicídios da Capital conduz as investigações.
O caso aconteceu na quinta-feira (7) na Taquara, na zona Sudoeste da cidade. De acordo com a Polícia Civil, um motorista de carro por aplicativo teria se desentendido no trânsito com o policial, que atirou contra o veículo, matando Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, que era a passageira da corrida.
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A ocorrência foi flagrada por câmeras de segurança. Imagens mostram o momento em que o automóvel de aplicativo, de cor preta, realiza uma manobra na rua professor Henrique Costa, enquanto um carro branco se aproxima. Logo após a discussão, Frede Uilson efetuou um disparo em direção ao veículo. O tiro atravessou o vidro traseiro e atingiu Thamires nas costas.
A vítima foi socorrida pelo motorista até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Cidade de Deus, mas não resistiu aos ferimentos.
Na sexta-feira (8), o trabalho investigativo da Delegacia de Homicídios da Capital levou à prisão de Frede. A CGPOL (Corregedoria-Geral de Polícia Civil) afastou o servidor das funções, instaurou procedimento administrativo e acompanha o andamento das investigações.
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Em nota, a Polícia Civil informou que não compactua com qualquer desvio de conduta e reafirma o compromisso com a legalidade, a transparência e o combate ao crime em defesa da sociedade.
O corpo de Thamires foi sepultado no Cemitério de Irajá, na zona norte do Rio, no sábado. Ela deixa duas filhas.