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A Executiva Nacional do PT criou um grupo de trabalho que ajudará o partido na montagem de chapas competitivas nos Estados com o objetivo de fortalecer o projeto de reeleição do presidente Lula.
O grupo será composto por 9 membros titulares, 2 ouvintes e outros dois convidados e será coordenado pelo deputado federal Jilmar Tatto.
O parlamentar assumiu o posto no lugar do também deputado José Guimarães, que deixou o comando do GTE para assumir o ministério da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) a convite de Lula.
Na prática, esse grupo será responsável por consolidar os cenários dos Estados, arbitrando, quando necessário, conflitos locais. Em entrevista a VEJA, Tatto afirmou que o maior desafio do PT nas eleições deste ano será reeditar um arco de aliança vitorioso como foi o de 2022, quando Lula bateu Jair Bolsonaro.
Neste ano, o petista enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL), cuja candidatura é classificada por Tatto como um “projeto golpista”.
“Caberá ao PT consolidar um arco de aliança progressista para frear o projeto golpista e entreguista representado pela candidatura de Flávio Bolsonaro, elaborar e defender um conjunto de propostas que consolide o caminho para o desenvolvimento econômico e social e conquistar corações e mentes da maior parte do eleitorado. Esse é o tripé”, disse.
O novo coordenador do GTE também comentou suas expectativas para a eleição de outubro, que, desde já, dá sinais de que será tão acirrada quanto a de 2022.
As pesquisas de intenção de voto divulgadas até aqui apontam que Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados em diversos cenários de segundo turno.
Tatto também minimizou a boa performance de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e criticou o principal adversário de Lula na corrida ao Palácio do Planalto.
“Essas eleições não têm espaço para a terceira via, então é natural o Flávio Bolsonaro se consolidar como o contraponto ao presidente”, afirmou.