A CNN Brasil estreou nesta semana a série especial “A Batalha do Senado”, que analisou em quatro reportagens por que a disputa por 54 das 81 cadeiras do Senado Federal ganhou protagonismo inédito nas eleições de outubro de 2026.
No primeiro episódio, a cobertura revela como a Casa Legislativa se transformou no novo epicentro do embate político brasileiro. Um dos fatores centrais para esse protagonismo foi a histórica rejeição de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) — um fato que não ocorria havia mais de 130 anos. A votação foi emblemática: 42 senadores votaram contra a indicação, contra 34 favoráveis.
Em outubro, os eleitores brasileiros vão renovar dois terços do Senado. A disputa, travada no Legislativo, promete ecoar no STF, intensificando um cenário de crescentes tensões entre os dois poderes. A Suprema Corte, já sob pressão pública pela conduta de seus magistrados, enfrenta um momento decisivo que pode ser moldado pelas urnas.
O Senado ocupa uma posição estratégica nesse tabuleiro político. Cabe à Casa aprovar ministros da corte, analisar pedidos de impeachment e atuar, na prática, como freio ou escudo do STF. Nos últimos anos, decisões da corte envolvendo diretamente o jogo político — como os inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos, além de julgamentos que anularam a condenação de um ex-presidente e determinaram a prisão de outro — ampliaram a exposição do tribunal e as críticas a ele dirigidas.
Instalado em 6 de maio de 1826, no Rio de Janeiro, o Senado Federal brasileiro completa 200 anos como uma das instituições mais influentes da República. Ao longo de dois séculos, a chamada Câmara Alta testemunhou momentos decisivos da história do país, entre protagonismo político, embates acirrados e escândalos que marcaram gerações, incluindo um assassinato no plenário.
Neste ano, a disputa pelo Senado já começou e promete ser uma das mais estratégicas já vistas na Casa Alta. Em meio ao avanço do protagonismo do Judiciário e à tensão entre os poderes, eleger senadores tornou-se prioridade máxima para os principais partidos brasileiros.