A cena musical ganhou um fenômeno que parece saído de um delírio de ficção científica. O duo canadense Angine de Poitrine chamou atenção ao aparecer usando máscaras e roupas cobertas por bolinhas, tocando um instrumento criado pelos próprios integrantes e cantando em uma língua inventada. O resultado são faixas excêntricas, hipnóticas e difíceis de encaixar em qualquer gênero tradicional.

Os músicos definem o próprio som como um “anti-rock-de-arena instrumental minimalista” e um “mantra de rock dadaísta pitagórico-cubista”. Embora exista desde 2019, o grupo só ganhou projeção internacional neste ano, após uma apresentação na rádio KEXP viralizar nas redes em fevereiro. O vídeo da performance já ultrapassa 12 milhões de visualizações no YouTube.

Para o guitarrista Khn e o baterista Klek, a graça do Angine está justamente no mistério e na criatividade da banda. Segundo Klek, a investigação dos fãs para descobrirem sua identidade o faz se sentir como quando pediu um Xbox de Natal na infância. “Queria muito saber se tinha ganhado, então desembrulhei a embalagem e dei uma olhada. Foi tipo: ah, é verdade, eu tinha. Aí fechei de novo e fiquei uma semana pensando: por que eu fiz isso? Cadê a surpresa agora? Tem algo interessante em não saber. E aí você descobre quem somos e pensa… ah. Não somos a Lady Gaga. Não somos o Elton John. Somos dois caras aleatórios”, disse em entrevista ao The Guardian.



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