Após uma declaração polêmica de Mauro Roberto Chekin, secretário de Esporte de São Caetano do Sul, a jornalista Adriana Araújo quebrou o protocolo e fez um relato pessoal cheio de emoção. A âncora do Jornal da Band desabafou e falou da importância da prática esportiva para a filha, que nasceu com uma síndrome ortopédica rara.
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Entenda
Na última terça-feira (5/5), o secretário afirmou que “não consegue” lidar com pessoas com deficiência (PCDs). A fala ocorreu durante uma audiência pública na Câmara Municipal de São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo. “Inclusão é um dever distante. É um dever do Estado, mas não é um dever meu, pessoa física”, disse.
Ao comentar a notícia durante o Jornal da Band desta quinta-feira (7/5), Adriana Araújo lamentou a declaração do titular da pasta e fez um desabafo pessoal. Ela revelou que a filha nasceu com uma síndrome rara, que afeta pernas e pés, e falou da importância do esporte na vida da criança.
“O secretário de São Caetano do Sul não entende nada de inclusão. Agora, ele também não entende o que é esporte. Eu posso falar da minha experiência como mãe. A minha filha nasceu com uma síndrome ortopédica rara. Mesmo com deficiência em uma das pernas e nos pés, dançou ballet usando tênis; lutou judô cambaleando no tatame; jogou vôlei com sete dedos nas mãos”, começou a jornalista.
Filha
Ela seguiu, visivelmente emocionada: “A minha filha não ganhou medalhas, não subiu ao pódio, ela ganhou algo muito mais importante: confiança, auto estima, coragem. Para crianças com deficiências mais graves, o esporte pode representar a chance de levar um garfo à boca, de sentar, olhar para o horizonte. E com absoluta certeza, é a melhor oportunidade para uma criança sorrir”.
Ao encerrar, a jornalista da Band disse que a prática de atividades esportivas é essencial para o desenvolvimento de crianças com deficiência.
“Qualquer que seja a deficiência, ninguém pode roubar de uma pessoa o direito de tentar. Felizmente, todos os dias professores de educação física dignos estão dizendo aos seus alunos com deficiência: ‘Força, campeão. Força, campeã. Parabéns’. A minha filha ouviu essa frase muitas vezes e fez toda a diferença. Isso é esporte, secretário”, encerrou.






