Um verdadeiro climão. Foi dessa maneira que uma liderança do Centrão classificou o ambiente político entre os membros do bloco de partidos de centro após o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, ter sido alvo da quinta fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

A PF aponta a identificação da suposta conduta do senador do Piauí em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas.

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, o parlamentar do PP chegou a ser cotado para ser candidato à vice-presidente da chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro.

A operação abalou lideranças do Centrão, que admitem, em caráter reservado, terem sido tomados por constrangimento e cautela.

A leitura é que é preciso acompanhar os próximos passos e evitar, nas mesmas proporções, se associar ao dirigente do PP por um lado e isolá-lo por outro.

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Há a ainda a preocupação sobre desdobramentos da ação e com eventuais novas operações contra outros membros do bloco nas próximas semanas.

Parte das legendas desse bloco devem colocar o pé no freio na disposição de abraçar a postulação de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

O sentimento é que é preciso arrumar a casa e retomar a ofensiva contra o governo Lula quando a tempestade já estiver no retrovisor.

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Além disso, esperam que o próprio time de Flávio buscará sustentar uma distância protocolar do grupo pelo menos neste primeiro momento.

 

 



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