O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 8, um cessar-fogo de três dias na guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022. A data coincide com a trégua estabelecida unilateralmente pelo Ministério da Defesa da Rússia para o Dia da Vitória, que marca o triunfo da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

“Tenho o prazer de anunciar que haverá um cessar-fogo de três dias (9, 10 e 11 de maio) na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A celebração na Rússia é pelo Dia da Vitória, mas o mesmo ocorre na Ucrânia, pois ambos os países também tiveram um papel importante na Segunda Guerra Mundial. Este cessar-fogo incluirá a suspensão de todas as atividades militares e também a troca de 1.000 prisioneiros de cada país”, escreveu Trump na Truth Social, rede social da qual é dono.

“Este pedido foi feito diretamente por mim e agradeço imensamente a concordância do Presidente Vladimir Putin e do Presidente Volodymyr Zelensky. Espero que este seja o começo do fim de uma guerra longa, mortal e árdua. As negociações para o fim deste grande conflito, o maior desde a Segunda Guerra Mundial, continuam e estamos cada vez mais perto de uma solução”, acrescentou.

Na segunda-feira 4, após o anúncio russo, Zelensky declarou um cessar-fogo próprio, com início no dia 7. No X, antigo Twitter, ele também afirmou que “é  hora de os líderes russos tomarem medidas concretas para pôr fim à guerra, especialmente porque o Ministério da Defesa da Rússia acredita que não pode realizar um desfile em Moscou sem a boa vontade da Ucrânia”. A proposta não foi respeitada por Moscou, que continua a lançar ataques contra o território ucraniano.

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Sem acordo no horizonte

Na semana passada, o Ministério da Defesa da Rússia informou que não haverá equipamentos militares no desfile anual por temores de ataques de longo alcance por drones ucranianos. Enquanto isso, os bombardeios continuam no campo de batalha. Um ataque com mísseis russos matou sete pessoas em uma cidade no leste da Ucrânia e outro deixou duas mortas em uma vila no sul do país, informou o governo ucraniano nesta segunda. Dezenas de pessoas ficaram feridas.

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Sem um acordo de paz no horizonte, a Rússia disparou um número recorde de 6.583 drones contra a Ucrânia em abril, segundo uma análise realizada pela agência de notícias AFP com dados da Força Aérea de Kiev. Esse número representa um aumento de 2% em relação a março, que também havia quebrado o recorde anterior.

De acordo com os mesmos dados, as forças ucranianas conseguiram abater 88% de todos os drones e mísseis disparados. A onda de ataques coincide com uma pausa nas negociações mediadas pelos EUA para o fim do conflito e com um aumento significativo, por parte de Moscou, no número de ataques diurnos. Antes, a Rússia disparava drones de longo alcance contra a Ucrânia quase exclusivamente de madrugada.

 



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