Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, voltou a se pronunciar na tarde desta sexta-feira (8/5) após a prisão do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, ex-atleta do Flamengo. Nas redes sociais, ela publicou uma foto da modelo, assassinada em junho de 2010 e fez um desabafo sobre a saudade que sente da filha.
“Eu choro”
“É aqui, entre quatro paredes, que eu choro. É nessa cama que me deito com a saudade atravessando no peito, é nesse silêncio que eu revivo você”, lamentou Sônia na publicação.
Ela seguiu com o texto: “Não trago flores. Aqui é onde eu te perco todo dia de novo. Este quarto guarda o que o mundo não vê, uma mãe que enterra e desenterra a filha todas as noites só pra matar a saudade”, disse.
“Não tem lápide, mas tem amor e amor de mãe não precisa de cova para continuar vivo. Ele mora onde a gente deixa ele morar. E eu deixei você morar aqui no meu quarto, no meu peito”, encerrou a mãe de Eliza Samudio.
“Justiça existe”
Mais cedo, Sônia Moura já havia se manifestado sobre a prisão do goleiro Bruno, condenado pela morte de Eliza. Em entrevista, ela disse que a situação poderia ser evitada caso o goleiro tivesse cumprido as determinações da Justiça.
“Eu lamento porque ele não precisava estar passando por isso. Se tivesse cumprido todas as medidas, não precisaria viver esse momento. Eu deixo um recado às outras pessoas: não desistam da Justiça. Pode demorar, mas a Justiça existe”, afirmou ao g1.
O goleiro Bruno foi preso durante a madrugada desta sexta (8/5) em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Ele passou a ser procurado pela polícia por não se apresentar às autoridades após viajar para o Acre em fevereiro, onde participou de uma partida de futebol pelo time Vasco do Acre, pela Copa do Brasil. O atleta não tinha autorização para deixar o Rio de Janeiro.
“Agora é que a Justiça faça a sua parte. Eu continuo acreditando no Judiciário”, ressaltou Sônia. “A nova prisão não vai trazer o corpo da minha filha. O melhor seria se eu tivesse o corpo da minha filha. Minha filha foi descartada igual lixo”, lamentou a mãe de Eliza Samudio, morta em junho de 2010.
