A reunião da próxima segunda-feira (11) do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) foi cancelada, após circular nos bastidores que o aumento da mistura obrigatória de 16% de biodiesel ao diesel fóssil, o chamado B16, estaria na pauta. Uma nova data ainda não foi definida.

 

Apesar disso, fontes ouvidas pela reportagem, explicaram que os testes para elevar a mistura do biodiesel no diesel devem ser iniciadas neste mês de maio ainda e que a expectativa do governo é que até o final do ano possa ser aprovado o uso do B16. A decisão final sobre essa elevação na mistura depende da aprovação do Conselho.

 

O tema ganhou força após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionar publicamente a possibilidade de avançar com o tema. Porém, segundo integrantes do governo, a ampliação da mistura seguirá condicionada a testes técnicos e, no momento, ainda não há viabilidade técnica comprovada para ampliar imediatamente o percentual de biodiesel. 

Além disso, essas autoridades envolvidas no projeto, afirmaram que, embora apressada, a fala do presidente foi acertada e que o compromisso de tornar os combustíveis fósseis menos poluentes seguem no governo, porém que isso exige mais tempo. 

 

Além do biodiesel, o presidente também mencionou a possibilidade de elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, projeto conhecido como E32. Segundo fontes envolvidas nas discussões, apesar de os estudos específicos para a nova ampliação ainda não terem sido concluídos, parte das análises técnicas necessárias já foi realizada durante a implementação do E30, que autorizou o uso de 30% de etanol na gasolina.

 

Testes ampliados 

 

O governo criou em 2024 um comitê para discutir a elevação de combustíveis alternativos nos combustíveis fósseis, que conta com representantes de diversos ministérios e com a participação do mercado. 

 

A ampliação da participação na fase de teste tem o intuito de evitar as divergências enfrentadas na implementação do B15. Segundo fontes, no momento não há divergência dentro do governo sobre a estratégia para o B16.

 

Para permitir que os testes iniciem e sejam finalizados neste ano, o governo ampliou significativamente a estrutura técnica que será utilizada e viabilizou um financiamento de R$ 30 milhões através do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. O restante do valor necessário para finalizar os testes será financiado pelo mercado privado.

 



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