A juíza Mariana Francisco Ferreira, que morreu após passar por um procedimento de coleta de óvulos em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, nesta quarta-feira (6), era natural de Niterói (RJ) e entrou no Poder Judiciário do Rio Grande do Sul em 2023.
A magistrada tinha 34 anos e desde a adolescência já sonhava em se tornar juíza de Direito. Em nota, o TJRS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) lamentou a morte e afirmou que Mariana “foi vítima de complicações decorrentes de um procedimento cirúrgico”.
Em fevereiro de 2026, a magistrada passou a integrar o Juizado da Vara Criminal de Sapiranga (RS). A corregedora responsável pela comarca destacou o trabalho da magistrada “pelo zelo na apreciação das causas, pelo comprometimento com a efetividade das decisões e pelo entusiasmo e sensibilidade no exercício de suas funções.”
Colegas de trabalho de Mariana lamentaram a morte da mulher. Um deles escreveu nas redes que a juíza “deixou boas lembranças em todos os lugares que passou. Além disso, ele a descreveu como uma “pessoa incrível, de energia positiva e muitas risadas.”
Entenda o caso
O caso de Mariana foi registrado como “morte suspeita” e “morte acidental” depois que Mariana passou pelo processo para realizar um tratamento para uma futura fertilização in vitro.
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Segundo o boletim de ocorrência, a juíza realizou a coleta na última segunda-feira (4). O registro policial aponta que, após receber alta por volta das 9h, Mariana voltou para casa, mas passou mal e sentiu fortes dores.
A partir das queixas, a mãe de Mariana a levou de volta à clínica por volta das 11h do mesmo dia. No local, a juíza relatou que acreditava ter urinado na roupa, mas a equipe médica constatou que ela havia sofrido uma hemorragia vaginal. O médico responsável pelo atendimento chegou a realizar uma sutura na região para tentar conter o sangramento.
Como o quadro se agravou
Após os primeiros procedimentos, Mariana foi levada para a Maternidade Mogi Mater. Ela deu entrada na unidade e foi encaminhada para UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Já no dia seguinte (5), a juíza passou por uma cirugia por volta das 21h. Mesmo com as medidas adotadas pela equipe médica, o quadro da mulher evolui e se tornou mais grave. Durante a madruga de quarta-feira (6), Mariana sofreu duas paradas cardiorrespiratórias, passou por processo de reanimação, mas morreu logo no início da manhã.
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Segundo a Polícia Civil, foram requisitados exames ao IC e ao IML, e o caso foi registrado como morte suspeita no 1° DP de Mogi das Cruzes. As investigações sobre o caso continuam.
A CNN Brasil entrou em contato com a clínica para um posicionamento. O espaço está aberto para manifestações.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo