
(Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
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A sessão do Conselho de Ética da Câmara que aprovou a suspensão de dois deputados do PL e um do Novo, na última terça-feira, 5, foi marcada por críticas ácidas ao posicionamento de parlamentares do Partido Progressistas (PP) que votaram a favor da penalidade.
Marcel van Hattem (Novo), Marcos Pollon (PL) e Zé Trovão (PL) receberam a punição pelo envolvimento no motim que impediu o funcionamento da Casa por 30 horas em agosto do ano passado, após a determinação de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao final da sessão, que durou mais de 9 horas, o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) disparou contra os deputados do PP e disse que os votos decisivos que levaram à aprovação da suspensão partiram da própria direita. O parlamentar fluminense ainda criticou o fato de que o PP, que chegou a pleitear o posto de vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem em seus quadros deputados que votam “com a esquerda”.
“Só foram quatro votos favoráveis a Pollon, Trovão e Marcel. E os deputados do PP, que pleiteia ser vice-candidato de Flávio Bolsonaro, votaram pela suspensão deles três. Esses candidatos, se forem eleitos, jamais vão pedir impeachment de ministro. Só foram quatro votos. A grande base que condenou Pollon, Trovão e Marcel não veio da esquerda, não. Veio dos partidos que se dizem estarem conosco. Então, abram o olho. O PP é o Partido Profissional”, disse Luiz Lima.
Apenas votaram contra a suspensão os deputados Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Rodrigo da Zaeli (PL-MT) e Sargento Gonçalves (PL-RN).
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