A defesa do cabeleireiro Eduardo Ferrari, esfaqueado por uma cliente em um salão de beleza na Barra Funda, zona Oeste de São Paulo, anunciou que buscará a reclassificação do crime.

Atualmente registrado pela autoridade policial como lesão corporal, ameaça e autolesão, a defesa pede que o caso seja enquadrado como tentativa de homicídio. A advogada Quecia Montino sustenta que a violência empregada, o local do corpo atingido e as circunstâncias do ataque justificam uma análise mais aprofundada.

A advogada Quecia Montino sustenta que a violência empregada, o local do corpo atingido e as circunstâncias do ataque justificam uma análise mais aprofundada. “Configura, em nosso entendimento, uma grave tentativa de homicídio”, afirmou a defesa em comunicado.

Além da agressão física, a equipe jurídica analisa medidas criminais contra possíveis condutas de cunho homofóbico praticadas pela investigada durante a ação.

Dinâmica do ataque e motivação

O crime ocorreu na tarde dessa terça-feira (4), em um salão de beleza na Avenida Marquês de São Vicente.

Uma mulher de 27 anos, que havia realizado um procedimento de clareamento capilar cerca de 30 dias antes, retornou ao local demonstrando insatisfação com o resultado e exigindo a devolução dos valores pagos.

Diante da negativa do estorno, a cliente desferiu um golpe de faca nas costas do profissional. A autora foi contida por funcionários e seguranças até a chegada da Polícia Militar e, posteriormente, confessou o crime no 91° Distrito Policial.

Status processual e saúde da vítima

O cabeleireiro recebeu atendimento médico e está fora de risco, mas permanece profundamente abalado emocionalmente.

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Por meio de nota oficial, o salão informou a suspensão temporária das atividades para garantir a segurança e a integridade física da equipe. Até o momento, o caso tramita como termo circunstanciado no Juizado Especial Criminal (Jecrim).

Segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), não houve audiência de custódia, uma vez que não foi localizado registro de prisão em flagrante ou cumprimento de mandado contra a suspeita no sistema processual.

CNN Brasil tenta contato com a defesa da suspeita. O espaço está aberto para uma manifestação.





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