O presidente Lula pretende evitar ao menos um assunto espinhoso na reunião de trabalho que terá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7/5), na Casa Branca, em Washington.
À coluna, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse que a extradição do ex-deputado Alexandre Ramagem e o caso do delegado que foi “convidado” a deixar os EUA não devem abordados na reunião.
“A agenda é do presidente Lula, e não creio que assuntos específicos serão tratados entre eles”, afirmou Andrei.
O presidente da República desembarcou nos Estados Unidos na noite da quarta-feira (6/5). Ele viajou com uma comitiva de cinco ministros. O diretor-geral da PF também acompanha Lula na viagem.
A reunião de Lula com Trump acontece em um momento delicado para o petista, após o Senado rejeitar a indicação do ministro da AGU, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesse cenário, auxiliares de Lula avaliam que a agenda nos Estados Unidos pode ter um impacto positivo na imagem do petista, ao mostrar que o presidente brasiuleiro tem prestígio internacional.
A reunião entre os dois líderes começou a ser articulada desde o primeiro encontro de Lula e Trump, em setembro de 2025, na ONU, e estava prevista para acontecer em março de 2026.
O Palácio do Planalto, no entanto, afirmou que a demora para definir a data se deu em razão da guerra dos Estados Unidos com o Irã, que afetou as prioridades na agenda do presidente norte-americano.
Crise com Ramagem
Em abril, a Polícia Federal brasileira protagonizou uma crise com os EUA após o Departamento de Estado norte-americano expulsar o delegado Marcelo Ivo de Carvalho do país.
O delegado atuava como oficial junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) e atuou na prisão do ex-deputado federal bolsonarista Alexandre Ramagem.
Após o anúncio da expulsão, a PF devolveu as credenciais de trabalho do agente norte-americano que atuava na sede da corporação, em Brasília, pautada pelo princípio da reciprocidade.