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Uma nova rodada da pesquisa Genial/Quaest reforçou o peso de Minas Gerais como possível estado decisivo da eleição presidencial de 2026. No levantamento divulgado nesta quarta-feira, 6, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno no estado, mas ainda em empate técnico dentro da margem de erro.
Segundo os dados, Lula registra 39% das intenções de voto entre os mineiros, contra 36% de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, o cenário é considerado tecnicamente empatado.
O resultado ganhou relevância política porque Minas Gerais é tradicionalmente visto como o estado decisivo das eleições presidenciais brasileiras. Desde a redemocratização, todos os candidatos eleitos presidente venceram também no estado.
Por que Minas Gerais é considerado decisivo?
Além de ser o segundo maior colégio eleitoral do país, Minas historicamente funciona como um retrato do equilíbrio nacional.
O estado reúne regiões economicamente e culturalmente distintas, com eleitorado distribuído entre áreas urbanas, industriais, rurais e cidades médias, o que costuma refletir tendências observadas nacionalmente.
Desde 1989, nenhum presidente eleito perdeu a disputa em Minas.
O que mostra a nova pesquisa?
O levantamento consolidado da Genial/Quaest ouviu 11.646 eleitores em 562 municípios entre os dias 21 e 28 de abril.
A pesquisa avaliou dez dos maiores colégios eleitorais do país e identificou um cenário regionalizado: Lula lidera nos principais estados do Norte e Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro aparece à frente em parte do Sul e Sudeste.
Minas Gerais surge justamente como o território mais equilibrado da disputa.
Como o cenário mudou em relação às últimas eleições?
A evolução dos números mostra mudanças importantes no estado.
Em 2018, quando Fernando Haddad disputou a Presidência contra Jair Bolsonaro, o PT terminou cerca de dez pontos atrás do então candidato do PSL em Minas Gerais.
Já em 2022, Lula e Bolsonaro terminaram praticamente empatados no estado. O petista venceu por margem mínima: 0,2 ponto percentual, diferença de pouco mais de 40 mil votos.
Agora, segundo a Quaest, Lula aparece numericamente quatro pontos à frente de Flávio em um cenário estimulado mais amplo, com 52% contra 48%.

O que explica o equilíbrio entre Lula e Flávio?
O levantamento reforça o cenário de forte polarização observado nacionalmente.
Enquanto Lula mantém vantagem consolidada em estados do Nordeste, Flávio avança em regiões historicamente mais alinhadas à direita, especialmente no Sul e em parte do Sudeste.
Minas aparece como o principal território em disputa entre os dois campos políticos.
Quais estados cada candidato lidera?
Segundo a pesquisa, Lula lidera nos maiores colégios eleitorais do Norte e Nordeste, como Bahia, Pernambuco, Ceará e Pará; Flávio Bolsonaro aparece à frente em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás; Minas Gerais registra empate técnico.
O que o resultado sinaliza para 2026?
O cenário indica que a disputa presidencial deve seguir altamente competitiva, sem ampla vantagem para nenhum dos lados. Com índices elevados de rejeição tanto para Lula quanto para Flávio, campanhas regionais, alianças locais e desempenho econômico tendem a ganhar peso decisivo ao longo da corrida eleitoral.
Em Minas, historicamente, poucos votos podem definir o rumo da eleição nacional.