O Japão pode ter gasto até 5,01 trilhões de ienes (US$ 32,06 bilhões) em seus esforços mais recentes para fortalecer sua moeda fragilizada, indicaram dados do banco central nesta quinta-feira (6), sinalizando repetidas intervenções nos mercados.
A projeção do Banco do Japão para as condições do mercado monetário no dia seguinte indicava uma saída líquida de fundos de 4,51 trilhões de ienes, em comparação com as previsões das corretoras, que variavam entre zero e um aumento de 500 bilhões de ienes.
A atividade de compra de ienes envolve o Banco do Japão absorvendo a moeda dos mercados, portanto, qualquer déficit significativo de fundos pode fornecer uma estimativa da dimensão de qualquer intervenção.
Na última quinta-feira, o Japão interveio nos mercados para sustentar o iene, que havia atingido a mínima em quase dois anos frente ao dólar, disseram fontes à Reuters, buscando estancar uma queda agravada pelo choque energético relacionado à guerra com o Irã.
Dados do Banco do Japão indicaram que o custo da operação chegou a US$ 35 bilhões.
Os operadores suspeitaram que três novas oscilações no par de moedas até quarta-feira desta semana indicavam uma intervenção adicional.
Com o Japão fechado devido a um feriado de três dias, os dados mais recentes do Banco do Japão sugerem que as operações podem ter ocorrido ao longo de várias sessões.
O Japão não enfrenta restrições quanto à frequência com que pode intervir nos mercados e mantém contato diário com as autoridades americanas, afirmou na quinta-feira o principal diplomata cambial do país, Atsushi Mimura.
A intervenção mais recente do Japão, confirmada oficialmente, ocorreu em julho de 2024, quando o país gastou cerca de US$ 36,8 bilhões para fortalecer o iene depois que a moeda japonesa caiu para a mínima de 38 anos, atingindo 161,96 ienes por dólar.