
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a Casa Branca após horas de conversas com seu homólogo americano, Donald Trump, entre uma reunião a portas fechadas e um almoço de trabalho. Contrariando as expectativas, os líderes não atenderam à imprensa de forma conjunta na residência presidencial dos Estados Unidos.
De início, esperava-se que eles falassem com repórteres no Salão Oval antes do encontro, como manda o protocolo, mas o petista pediu que seguissem direto para a reunião. Depois, havia expectativa de um pronunciamento conjunto em seguida do almoço, que não só foi emendado nas tratativas, como deu continuidade a elas, o que não ocorreu.
De acordo com relatos de correspondentes da Casa Branca nas redes sociais, a equipe de segurança do edifício pediu que a imprensa se dispersasse, porque o encontro todo, com almoço incluído, seria realizado a portas fechadas. Após quase 1h30 de conversas, os líderes trocaram de aposentos para fazer a refeição (que, de acordo com o governo americano, tem como prato principal filé de carne grelhada com purê de feijão preto).
Agora, Lula deve conversar com jornalistas apenas na embaixada brasileira em Washington, onde está hospedado. Lá, deve dar uma coletiva de imprensa. A expectativa é de que, durante a reunião, temas como comércio e combate ao crime organizado tenham sido abordados, assim como questões geopolíticas e a discussão sobre terras raras e minerais críticos.
“Visita estranha de Lula à Casa Branca. Trump o recebeu sozinho, sem a presença da imprensa. Ambos entraram no Salão Oval e a coletiva de imprensa já está com mais de meia hora de atraso, com repórteres aguardando do lado de fora”, escreveu um dos correspondentes antes de saber que a entrevista havia sido cancelada. De acordo com a comitiva de Lula, porém, não há nada de estranho: o motivo pelo qual não foi possível atender a imprensa na Casa Branca foi que a reunião com Trump se estendeu mais que o programado, impossibilitando a permanência do brasileiro.