
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está em Washington e se reunirá nesta quinta-feira, às 12h15 (horário de Brasília), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Considerado uma agenda estratégica para ambos, o encontro ocorrerá na Casa Branca. Além da reunião de trabalho, eles almoçarão juntos.
Ainda não há previsão de uma conversa conjunta com a imprensa, mas haverá a divulgação de um press briefing, com um resumo de como foi o encontro.
Pela tarde, Lula concederá uma coletiva de imprensa na sede da embaixada brasileira na capital norte-americana.
A expectativa de aliados do petista é que ambos abordem assuntos delicados, como a possibilidade de os Estados Unidos classificarem organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas, a exploração de minerais raros – ontem, a Câmara dos Deputados aprovou um texto sobre o tema – e a guerra no Oriente Médio, que tem sido criticada pelo mandatário brasileiro.
Também devem falar sobre questões comerciais que envolvem os dois países, como o tarifaço, o preço dos combustíveis e o Pix.
Lula deve aproveitar a reunião para articular a favor da candidatura de Michelle Bachellet para a secretaria-geral da ONU.
Como membro permanente do Conselho de Segurança, os Estados Unidos detém o poder de veto para vetar a postulação.
Os governos de Brasil, México e Chile costuraram a candidatura dela quando Gabriel Boric ainda estava à frente do Palácio de La Moneda. De direita, o sucessor José Antonio Kast decidiu retirar o apoio da gestão chilena à postulação de Bachellet.