O Dia das Mães se consolida como o principal termômetro de consumo do setor de flores e plantas ornamentais no Brasil e deve reforçar, mais uma vez, seu papel estratégico para a cadeia produtiva em 2026. A expectativa do mercado é de crescimento de cerca de 10% nas vendas em relação ao ano passado, consolidando a data como a mais relevante do calendário do setor e responsável por aproximadamente 18% de todo o volume comercializado ao longo do ano, segundo levantamento do Ibraflor (Instituto Brasileiro de Floricultura).

Mais do que uma data afetiva, o período se transformou em um verdadeiro “pico de mercado”, mobilizando produtores, atacadistas, distribuidores e varejistas em uma engrenagem que começa a se organizar meses antes da chegada de maio. O objetivo é garantir oferta, qualidade e estabilidade de preços em um cenário de forte demanda.

Segundo o diretor do Ibraflor, Renato Opitz, o Dia das Mães não apenas lidera as vendas do setor, como também dita o ritmo de planejamento da indústria ao longo do ano. “É uma data que concentra uma parcela significativa do faturamento anual e exige um nível de organização muito antecipado, tanto na produção quanto na logística”, destaca.

Para acompanhar o aumento do consumo, o setor vem adotando estratégias mais sofisticadas de planejamento comercial. Produtores iniciaram o ciclo de produção com meses de antecedência, e parte significativa das flores já foi negociada ainda no primeiro trimestre do ano.

Em alguns casos, até 80% da produção já estava contratada em março, o que reduz riscos de mercado e garante previsibilidade de receita. Ao mesmo tempo, uma parcela da produção é mantida como reserva técnica, permitindo flexibilidade para ajustes de última hora e assegurando o cumprimento de contratos no auge da demanda.

Esse modelo de comercialização antecipada também reflete um amadurecimento do setor, que vem se profissionalizando com maior integração entre produção, distribuição e varejo.

Embalagens e valor agregado ganham protagonismo

Além da expansão no volume, o setor aposta cada vez mais em diferenciação de produto. As embalagens passaram a ocupar papel central na estratégia de vendas, agregando valor estético e emocional às flores e plantas.

A tendência é de forte crescimento no uso de materiais personalizados, design diferenciado e soluções que transformam o produto em presente pronto para consumo. Cooperativas como a Veiling Holambra e a Coopeflora, além de produtores do Ceaflor, vêm ampliando investimentos nesse segmento, com destaque para espécies como tulipas, chamaedorea, peperômias e suculentas.

O objetivo é elevar o ticket médio das vendas e fortalecer a percepção de valor por parte do consumidor em um mercado que se torna cada vez mais competitivo e exigente.

Mix de produtos e comportamento do consumidor

Entre as flores de corte, as mais procuradas para a data seguem sendo rosas, alstroemérias, lírios, cravos, statices e gypsophilas. Já no segmento de plantas em vaso, tulipas, orquídeas e azaleias mantêm protagonismo nas vendas.

No varejo, as floriculturas também reforçaram suas operações com ampliação de estoques, contratação de mão de obra temporária e reforço na logística de entrega, especialmente para atender ao crescimento dos pedidos online e de última hora.

Arranjos e buquês continuam como os grandes campeões de vendas, acompanhando uma tendência de consumo que valoriza praticidade e impacto visual. Espécies como rosas, orquídeas, hortênsias, girassóis, gérberas, antúrios e lírios lideram a preferência dos consumidores, refletindo a busca por presentes que combinem estética e significado emocional.



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