O secretário de Estado americano, Marco Rubio, reuniu-se nesta quinta-feira, 7, com Leão XIV no Vaticano, após semanas de alta tensão entre o papa e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Rubio fez as malas às pressas com destino à Santa Sé após críticas extraordinárias do ocupante do Salão Oval contra o primeiro americano a ocupar o Trono de Pedro, que vieram após o pontífice condenar a guerra no Oriente Médio iniciada pelos Estados Unidos e Israel. Leão também tem sido vocal em relação aos direitos de refugiados e imigrantes, em nítido contraste com o governo republicano.

O secretário de Estado americano reuniu-se com o papa no Palácio Apostólico. Depois, ele também deve se encontrar com outras autoridades do Vaticano, incluindo o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé.

Antes de sua partida, o chefe da diplomacia americana descartou a ideia de que o encontro com Leão seja uma tentativa de restabelecer as relações diplomáticas com o Vaticano, com o qual os Estados Unidos contam há anos apenas como parceiro humanitário. Ele reconheceu, no entanto, que “há muito o que conversar com o Vaticano”, incluindo temas como Cuba.

“A viagem não está realmente ligada a nada além do fato de que seria normal para nós dialogarmos com eles”, disse Rubio em uma coletiva de imprensa na Casa Branca na terça-feira, antes de pegar o avião.

Sua viagem a Roma e ao Vaticano ocorre em um momento em que Trump não apenas criticou o papa por suas opiniões sobre a guerra, mas também atacou os longevos aliados europeus dos Estados Unidos – testando a parceria transatlântica de maneiras não vistas em décadas. Rubio se reunirá na sexta-feira, 8, com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, outro alvo da metralhadora verbal do presidente americano pelo que ele disse ser a falta de apoio durante a guerra contra o Irã.



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