
O Ministério da Saúde da África do Sul informou nesta quarta-feira, 6, que estudos preliminares em laboratório confirmaram a presença da cepa andina no surto de hantavírus, vírus zoonótico transmitido principalmente por roedores, no cruzeiro MV Hondius que fazia a rota entre a Argentina e Cabo Verde. Essa variante está relacionada ao episódio nos Andes que a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou transmissão de pessoa para pessoa. Até o momento, há confirmação de sete pessoas doentes e três mortes no cruzeiro que transportava 147 pessoas, entre passageiros e tripulantes.
Embora seja uma infecção que dificilmente é transmitida entre humanos, essa possibilidade existe quando há contato muito próximo entre pessoas. Essa hipótese não é descartada pela OMS, que detalhou, em coletiva, a suspeita de que o surto tenha se iniciado a partir da entrada de um casal infectado na Argentina.
Com os resultados dos testes indicando que se trata da cepa andina, a única documentada com transmissão não apenas por contato com roedores, mas a partir de contatos humanos, essa hipótese se fortalece. A entidade tem relembrado que, até o momento,
De acordo com a pasta, foi iniciado um processo de rastreamento de pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e 62 já foram identificadas, das quais 42 estão sendo monitoradas.
Força-tarefa para evacuar casos suspeitos
Nesta quarta-feira, 6, o diretor-presidente da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que três pacientes com suspeita de infecção por hantavírus foram evacuados da embarcação e estão a caminho da Holanda, onde devem receber atendimento médico.
A força-tarefa foi realizada pela empresa operadora do navio e as autoridades nacionais de Cabo Verde, Reino Unido, Espanha e Holanda com suporte da entidade.
“A OMS continua a trabalhar com os operadores do navio para monitorizar de perto a saúde dos passageiros e da tripulação, colaborando com os países para apoiar o acompanhamento médico adequado e a evacuação, quando necessário”, afirmou, em nota.
Hantavírus
O hantavírus faz parte de um grupo de vírus de transmissão zoonótica, ou seja, por meio de animais, quando pessoas têm contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.
A doença causada pela infecção, a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, é rara, mas potencialmente grave e pode levar à morte.
Os principais sintomas são febre, sintomas gastrointestinais, rápida progressão para pneumonia, síndrome da angústia respiratória aguda e choque.