O setor privado dos Estados Unidos abriu 109 mil vagas de trabalho em abril, segundo o relatório divulgado pela ADP em parceria com o Stanford Digital Economy Lab. O resultado representa uma aceleração no ritmo de contratações e marca o maior avanço desde janeiro de 2025.

Apesar do número positivo, o relatório aponta sinais mistos no mercado de trabalho americano. De acordo com a economista-chefe da ADP, Nela Richardson, há uma dinâmica desigual entre empresas de diferentes portes. “Empregadores pequenos e grandes estão contratando, mas vemos uma fraqueza no meio. Grandes empresas têm mais recursos para investir, enquanto as menores são mais ágeis, o que ajuda em um ambiente mais complexo”, afirmou.

O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos, com a criação de 94 mil vagas, impulsionado principalmente por educação e saúde, que adicionaram 61 mil postos. Também houve destaque para o segmento de comércio, transporte e utilidades, com 25 mil novas vagas.

Já o setor industrial teve desempenho mais moderado, com a criação de 15 mil empregos, sendo a construção o principal destaque.

Na análise por porte das empresas, os pequenos negócios lideraram as contratações, com 65 mil novas vagas, seguidos pelas grandes empresas, com 42 mil. Já as empresas de médio porte praticamente ficaram estáveis, com apenas 2 mil novas contratações, um dos principais pontos de atenção do relatório.

Continua após a publicidade

No campo dos salários, os dados mostram que o crescimento da renda segue resiliente, embora com leve desaceleração. Trabalhadores que permaneceram em seus empregos tiveram aumento médio de 4,4% no salário em relação ao ano anterior. Já aqueles que trocaram de emprego registraram ganhos mais expressivos, de 6,6%.

O relatório também indica que a expansão do mercado de trabalho ocorre em um contexto de maior complexidade econômica, marcado por incertezas globais e ajustes na política monetária americana.

Para o mercado, os dados reforçam a percepção de que o emprego nos Estados Unidos continua resiliente, mas já começa a mostrar sinais de acomodação, especialmente em setores e empresas mais sensíveis ao custo do crédito e ao ritmo da economia.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *