Comer fora ficou mais pesado para o bolso do brasileiro em 2026.
Um levantamento da FAC-SP (Faculdade do Comércio de São Paulo) indica que o preço médio do prato feito avançou de R$ 29,77 em janeiro para R$ 30,27 em março, o que apresenta alta de 1,67% no período.
Quem almoça fora cinco vezes por semana desembolsa, em média, cerca de R$ 605 por mês, valor que subiu aproximadamente R$ 10 em apenas dois meses.
A leitura mais recente da pesquisa se baseia em 359 preços coletados em diferentes estabelecimentos, o que amplia a representatividade da amostra.
Para o economista Rodrigo Simões Galvão, responsável técnico pelo índice, o valor da refeição vai além dos alimentos.
O estudo revela que mesmo em períodos de alívio pontual nos preços de alguns alimentos no atacado, os valores finais ao consumidor permanecem pressionados por despesas com mão de obra, energia, aluguel, tributos e serviços.
“Mesmo com alívios pontuais nos insumos, os demais custos continuam pressionando o valor da refeição”, explica Galvão.
Na avaliação do especialista, esse conjunto de despesas explica por que eventuais quedas no preço de alguns itens não chegam ao consumidor.