A Policia Civil de São Paulo identificou 88 perfis nas redes sociais que divulgaram o vídeo do estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido na região de São Miguel Paulista, na zona Leste de São Paulo. O crime aconteceu no dia 21 de abril.
A CNN Brasil apurou que a polícia ainda coleta dados nas plataformas para identificar outras páginas responsáveis por divulgar as cenas da violência sexual.
Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos — suspeito de participação no crime — foi localizado e preso na sexta-feira (1º), pela Guarda Civil Municipal no distrito de Serrana, em Brejões, no estado da Bahia.
Após ser transferido para São Paulo, o homem foi interrogado pela Policia Civil do Estado de São Paulo. Ele foi indiciado e pode responder por divulgação de pornografia infantil, corrupção de menores e estupro de vulnerável.
De acordo com o delegado Júlio Geraldo, os investigados pelo caso tentaram minimizar o crime ao classificá-lo como “zoeira” durante o interrogatório.
“Afirmaram que aquilo não passava de brincadeira, o que é inaceitável, porque não é concebível qualquer espécie de brincadeira que cause tamanho sofrimento às vitimas”, disse o delegado. Ele reforçou ainda que as vítimas confiavam nos autores.
Na última segunda-feira (4), o último dos quatro adolescentes envolvidos no estupro foi localizado por agentes da polícia. O jovem tem 15 anos e foi conduzido à delegacia, onde chegou junto com a mãe.
Anteriormente, outros três adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, suspeitos de participação no estupro, também foram apreendidos.
No total, segundo a polícia, foram identificados cinco suspeitos, sendo: o homem de 21 anos e quatro adolescentes. Um dos menores foi capturado em Jundiaí e os outros três na capital paulista.
O caso
A Polícia Civil de São Paulo investiga um caso de estupro coletivo contra duas crianças, de sete e dez anos, ocorrido na região de São Miguel Paulista, na zona leste da São Paulo. O crime aconteceu no dia 21 de abril, mas as autoridades só tiveram conhecimento no dia 24.
Nas redes sociais, o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, afirmou que a família não denunciou o crime no dia em que ocorreu por falta de coragem. Ele também informou que as vítimas e seus familiares foram colocados sob proteção do poder público local.
A mãe e a avó da criança de 10 anos foram encaminhadas para a Vila Reencontro Guaianases, um projeto de atendimento social da prefeitura de São Paulo. Já a criança de 7 anos, sua mãe e seus dois irmãos foram acolhidos pelo pai das crianças, que reside em Itaquaquecetuba.
Em declaração nesse domingo (3), o Delegado Osvaldo Nico Gonçalves, Secretário Executivo da Segurança Pública de São Paulo, classificou o caso como uma “cena terrível e inesquecível”, afirmando que, mesmo com 45 anos de experiência policial, teve dificuldade em assistir às imagens até o fim.