Belo Horizonte – Pistolas, revólveres e rifles, munições e drogas foram apreendidos nesta quarta-feira (6/5) durante a Operação Vulcano, que também resultou na prisão de 11 pessoas em Belo Horizonte e cidades da Região Metropolitana, como Betim, Contagem e Ribeirão das Neves, além de municípios do interior mineiro.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), com apoio da corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), deflagraram a segunda fase da Operação Vulcano. Ao todo, foram cumpridos 56 mandados de busca e apreensão em 13 municípios mineiros.

O objetivo é combater a comercialização ilegal de armas de fogo e munições por uma organização criminosa que atuava em Belo Horizonte e região metropolitana, abastecendo autores de crimes violentos e o tráfico de drogas.

Até o momento, 11 pessoas foram presas — 10 delas com antecedentes criminais. Também foram apreendidas 20 armas de fogo, entre pistolas, revólveres e rifles, cerca de 1.400 munições de diversos calibres, 307 pedras de crack, 306 pinos de cocaína, uma barra de maconha e aproximadamente R$ 33 mil em dinheiro.

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Os mandados foram cumpridos em Belo Horizonte, Betim, Contagem, Santa Luzia, Ibirité, Sarzedo, Ribeirão das Neves, São Joaquim de Bicas, Pompéu, Januária, Mário Campos, Capelinha e Montes Claros. O detalhamento das apreensões por município não foi divulgado.

As investigações tiveram como base dados extraídos de celulares apreendidos, interceptações telefônicas, informações de redes sociais e movimentações bancárias dos investigados.

Segundo o MPMG, parte do grupo também recebia armas desviadas da 1ª Delegacia da Polícia Civil do Barreiro, em Belo Horizonte, que eram posteriormente revendidas ilegalmente.

Início das investigações

As apurações começaram no primeiro semestre de 2025, após a identificação de um suspeito com registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC), que desviava munições do comércio legal para abastecer organizações criminosas.

Entre os materiais desviados estavam cartuchos de alto poder, como munições para fuzis 5.56 e 7.62, além de calibre 9 milímetros, de uso restrito.

A operação mobilizou promotores de Justiça, servidores do Gaeco, cerca de 250 policiais militares e nove policiais penais.

Na primeira fase da Operação Vulcano, realizada em dezembro de 2025, 17 pessoas foram presas. Na ocasião, foram apreendidas 33 armas de fogo, mais de 7 mil munições, cerca de R$ 108 mil em dinheiro e drogas.

Saldo das duas etapas: O total de valores arrecadados até o momento, apreendidos até o momento, é de R$ 140 mil, aproximadamente. Também foram apreendidas cerca de 53 armas de fogo e cerca de 8 mil munições.



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