A Policia Federal e a Anvisa anunciaram, nesta quarta-feira (6), que os medicamentos do tipo GLP, as “canetas emagrecedoras”, que foram apreendidas, serão analisadas para entender quais substâncias ativas estão nesses remédios que circulam no mercado.
Neste ano, já foram apreendidas mais de 1,3 milhão de unidades de medicamentos injetáveis irregulares. A Agência ainda interditou oito farmácias de manipulação e empresas importadoras por falhas técnicas graves e por ausência de controle de qualidade.
Essa análise pode ajudar a Polícia nas investigações de comércio e fábricas ilegais, e a Anvisa a a avaliar o risco que esses produtos representam para a saúde das pessoas.
Em nota, a PF explicou que as principais irregularidades têm sido o contrabando de canetas sem registro no Brasil e a manipulação de produtos em condições inadequadas, o que gera riscos de contaminação e de perda de efeito.
A Anvisa ainda alerta que houve um grande aumento de efeitos adversos relacionados ao uso de canetas emagrecedoras. Desde 2018, foram registradas quase 3 mil notificações, sendo quase metade apenas em 2025. Algumas dessas notificações de problemas após o uso tiveram desfechos graves, inclusive mortes.
As investigações da Polícia Federal mostram que a fabricação e venda desses produtos irregulares são parte de cadeias ilícitas complexas, com circulação interestadual, uso de plataformas digitais para venda em larga escala e indícios de importação irregular de insumos.
Operações conjuntas da PF e da Anvisa revelaram a gravidade dos casos e o alto nível de organização desses grupos.
*Sob supervisão de Thiago Félix