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Companhias aéreas estão endurecendo regras para o uso de baterias portáteis, os chamados power banks, diante do aumento de incidentes de incêndio e superaquecimento dentro de aeronaves.

Empresas como American Airlines, Delta Air Lines e Southwest Airlines passaram a restringir o uso desses dispositivos durante os voos.

Entre as medidas adotadas está a proibição de recarregar power banks nas tomadas das aeronaves, além de limites na quantidade permitida por passageiro.

A mudança reflete uma preocupação crescente com a segurança em cabine, à medida que o número de dispositivos eletrônicos levados por passageiros aumenta.

Incidentes com baterias mais que dobraram

Dados da Federal Aviation Administration indicam que eventos envolvendo baterias de lítio, como fogo, fumaça ou calor extremo, quase dobraram desde 2020. Em 2025, foram registrados, em média, quase dois casos por semana.

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Segundo a International Civil Aviation Organization, baterias portáteis já são a principal causa desses incidentes, superando celulares e laptops.

O problema está associado ao fenômeno conhecido como “fuga térmica”, uma reação química que pode levar ao superaquecimento descontrolado e, em casos extremos, incêndio.

Risco maior em produtos de baixa qualidade

Especialistas apontam que power banks apresentam risco maior porque, ao contrário de dispositivos como smartphones, muitas vezes não possuem sistemas robustos de proteção contra superaquecimento.

Além disso, o mercado é inundado por produtos de baixa qualidade ou falsificados, o que amplia o risco.

O manuseio menos cuidadoso por parte dos passageiros também contribui para o problema.

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Regras variam e geram confusão entre passageiros

As políticas ainda não são uniformes entre as companhias, o que tem gerado dúvidas para passageiros frequentes.

A United Airlines, por exemplo, mantém a proibição de armazenar baterias em compartimentos superiores, mas não vetou totalmente o carregamento durante o voo.

Já autoridades do Japão e companhias da Coreia do Sul adotaram regras mais rígidas, proibindo o uso desses dispositivos a bordo.

Nos Estados Unidos, a orientação atual limita o transporte a até dois power banks por passageiro e proíbe o despacho desses itens na bagagem.

Tripulação precisa agir rapidamente em caso de incêndio

Quando ocorre um incidente, a resposta precisa ser imediata.

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Tripulações são treinadas para resfriar o dispositivo com água e isolá-lo em bolsas especiais resistentes ao fogo, evitando que o calor e a fumaça se espalhem.

Autoridades de segurança reforçam que manter os dispositivos ao alcance dos passageiros, e não em compartimentos fechados, é essencial para conter rapidamente eventuais problemas.

Uso crescente amplia desafio para companhias

A popularização de eletrônicos e a necessidade de manter dispositivos carregados durante viagens longas impulsionaram o uso de power banks, hoje considerados itens essenciais por muitos passageiros.

Esse aumento de demanda pressiona as companhias aéreas a encontrar um equilíbrio entre conveniência e segurança, em um cenário em que a eliminação total de baterias a bordo é considerada inviável.

Tendência é de regras mais rígidas

Organismos internacionais recomendam restrições adicionais, como evitar o carregamento de baterias durante o voo e mantê-las sempre sob supervisão.

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A expectativa do setor é que mais companhias adotem regras semelhantes nos próximos meses, padronizando práticas para reduzir riscos.

O movimento sinaliza uma mudança gradual na experiência de voo, em que dispositivos eletrônicos continuam presentes, mas sob controle cada vez mais rigoroso das autoridades de aviação.



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