Os ministros do Comércio do G7, reunidos em Paris nesta quarta-feira (6), ​buscam um terreno comum para garantir o fornecimento ​de minerais essenciais que são dominados pela China, mas as novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos contra os carros fabricados pela União Europeia podem prejudicar a unidade.

A França quer que a oferta de minerais críticos esteja entre os resultados mais concretos durante sua presidência do G7, no momento em que os ministros se preparam para uma cúpula ⁠de líderes em meados de junho, ​disse o ministro do Comércio Exterior, Nicolas Forissier, ao chegar para as ​negociações.

“Acredito que faremos progressos muito concretos em relação a terras raras e minerais ⁠críticos, protegendo nossas cadeias de oferta e ⁠garantindo que não sejamos reféns de determinados países”, disse ele.

As autoridades ​envolvidas ‌nas discussões disseram que há um amplo consenso sobre a necessidade de reduzir a ⁠dependência da China, mas que ainda existem diferenças significativas sobre como fazer isso.

A unidade do G7 também está sendo testada por comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse ‌que ⁠Washington aumentará as ‌tarifas sobre os carros fabricados na União Europeia de 15% para 25%, argumentando que Bruxelas não está cumprindo um acordo comercial firmado em Turnberry, na Escócia, no ano passado.

A ⁠ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche, ⁠disse que está em intensas conversas com autoridades dos EUA sobre as tarifas. O setor automotivo da Alemanha, ‌dependente de exportações, já está sob pressão devido ao enfraquecimento da demanda da China, ao crescimento global mais lento e aos custos mais altos de insumos e mão de obra.

O comissário de comércio da UE, Maros Sefcovic, disse que ele e ‌o representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, discutiram o acordo de Turnberry em uma reunião em Paris na terça-feira e que ele irá ao Parlamento Europeu, ⁠onde as negociações sobre a legislação da UE relacionada ao acordo comercial ocorrerão na quarta-feira.

“Ambos concluímos claramente que é importante respeitar o acordo de Turnberry de ambos os lados, por ​isso temos que cumprir o que foi prometido na Escócia”, disse Sefcovic.

Os ministros do ​Comércio também devem discutir o excesso de capacidade industrial – sendo a China a principal fonte – e a reforma da Organização Mundial do Comércio, disse Forissier.



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