Quatro anos separam a Copa do Mundo do Catar da edição de 2026, mas o intervalo foi suficiente para redesenhar o mapa das seleções. Entre despedidas definitivas e aposentadorias internacionais, diversos protagonistas do último Mundial ficaram pelo caminho e não vestirão novamente a camisa de seus países em uma Copa.
Desde 2023, o movimento de renovação se intensificou, impulsionado por idade, desgaste físico e mudanças de ciclo. O resultado é uma lista extensa de jogadores que marcaram época e encerraram trajetórias relevantes no futebol mundial.
Entre os casos mais emblemáticos estão aqueles que decidiram encerrar a carreira por completo. O zagueiro Pepe, símbolo de longevidade e liderança de Portugal, se aposentou em agosto de 2024, aos 41 anos, após ainda atuar em alto nível na Euro.
Outro nome de peso é Gareth Bale, que anunciou sua saída logo após o Catar, em janeiro de 2023, encerrando a carreira como principal referência recente do País de Gales.
A Bélgica também viu grandes talentos se despedirem. Eden Hazard, após uma Copa abaixo das expectativas e o fim de sua passagem pelo Real Madrid, decidiu parar em outubro de 2023. Jan Vertonghen se aposentou após a Euro e Dries Mertens pendurou as chuteiras no mesmo ano.
Na França, o zagueiro Raphaël Varane, titular na final contra a Argentina, surpreendeu ao encerrar a carreira em 2024, impactado por lesões recorrentes.
Sul-americanos aposentados
O uruguaio Diego Godín, referência defensiva por mais de uma década, anunciou aposentadoria em 2023 após disputar sua quarta Copa. Já o mexicano Andrés Guardado, integrante do seleto grupo de atletas com cinco participações em Mundiais, também se despediu do futebol profissional recentemente.
Deixaram suas seleções, mas seguem ativos
Outro grupo relevante é o de jogadores que optaram por deixar as seleções, mas seguiram atuando por clubes. A decisão, comum entre veteranos, reflete o desejo de prolongar a carreira em alto nível.
Luis Suárez, por exemplo, fez sua despedida da seleção uruguaia em setembro de 2024, encerrando uma era ao lado de Edinson Cavani, que também deixou a Celeste meses antes. Ángel Di María cumpriu o roteiro perfeito ao se aposentar da Argentina após conquistar a Copa América de 2024.

A França passou por uma reformulação significativa. Hugo Lloris, capitão do título de 2018, já havia deixado a seleção após o Catar. Posteriormente, Olivier Giroud, maior artilheiro da história dos Bleus, e Antoine Griezmann, peça-chave no meio-campo, também anunciaram suas despedidas após a Euro 2024.
Na Alemanha, dois símbolos recentes seguiram caminho semelhante. Thomas Müller e Manuel Neuer se despediram da seleção após o torneio europeu, enquanto Ilkay Gündogan, que chegou a usar a braçadeira de capitão no ciclo pós-Catar, também encerrou sua trajetória internacional.
Outras seleções tradicionais viveram movimentos parecidos. Sergio Busquets deixou a Espanha ainda em 2022, enquanto Jordi Alba encerrou a carreira em 2025.
A Croácia, semifinalista no Catar, também perdeu uma peça importante: Marcelo Brozovic, motor do meio-campo, anunciou sua saída da seleção em 2024.
Entre os casos curiosos do período, está o do goleiro Wojciech Szczęsny. Após anunciar aposentadoria em 2024, ele voltou atrás meses depois e retomou a carreira, permanecendo ativo no futebol europeu em 2026. De qualquer forma, o goleiro já não estava sendo chamado pela seleção e a Polônia ficou de fora do Mundial ao perder a vaga para a Suécia.
Jogadores que estavam em 2022 e não estarão na Copa de 2026
Aposentadoria total (clubes e seleção)
- Pepe
- Gareth Bale
- Eden Hazard
- Raphaël Varane
- Diego Godín
- Andrés Guardado
- Mats Hummels
- Jordi Alba
- Dries Mertens
- Jan Vertonghen
Aposentadoria da seleção (seguem em atividade nos clubes)
- Luis Suárez
- Ángel Di María
- Hugo Lloris
- Olivier Giroud
- Antoine Griezmann
- Thomas Müller
- Manuel Neuer
- Ilkay Gündogan
- Sergio Busquets
- Edinson Cavani
- Marcelo Brozovic