Mais de 600 ataques foram realizados contra instalações dos EUA no Iraque durante a guerra contra o Irã, informou um alto funcionário do Departamento de Estado nesta terça-feira (5).

A informação lança nova luz sobre a gravidade da ofensiva do Irã e seus aliados contra os interesses dos EUA. A CNN noticiou diversos ataques com mísseis e drones contra a Embaixada dos EUA em Bagdá, o Centro de Apoio Diplomático dos EUA e o Consulado dos EUA em Erbil.

A Embaixada em Bagdá reiterou nesta terça-feira o alerta de que “milícias terroristas iraquianas alinhadas ao Irã continuam planejando novos ataques contra cidadãos americanos e alvos associados aos Estados Unidos em todo o Iraque, inclusive na Região do Curdistão Iraquiano”.

“Alguns elementos associados ao governo iraquiano continuam a fornecer cobertura política, financeira e operacional ativa para essas milícias terroristas”, diz um alerta de segurança.

Autoridades americanas têm solicitado à liderança iraquiana, incluindo o primeiro-ministro designado Ali al-Zaidi, que reprima as milícias apoiadas pelo Irã no país.

Um alto funcionário do Departamento de Estado afirmou nesta terça-feira que os líderes iraquianos “entendem o que os Estados Unidos buscam”.

“Buscamos ações, não palavras”, disse ele.

“Há uma linha muito tênue neste momento entre o Estado iraquiano e essas milícias. E isso começaria com a expulsão das milícias terroristas de qualquer instituição estatal, o corte do financiamento do orçamento iraquiano a elas e a suspensão do pagamento de salários a esses combatentes. Esses são os tipos de ações concretas que nos dariam confiança e demonstrariam uma mudança de mentalidade”, afirmou o funcionário americano.



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