A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, afirmou que os bancos centrais não devem apressar alterações na política monetária, especialmente em relação a alta de juros, por preocupações com efeitos da guerra no Irã.

“As expectativas de inflação continuam ancoradas, apesar do aumento nos custos de energia”, ressaltou ela, em entrevista à CNBC no período da tarde desta terça-feira (5). “Dirigentes precisam ser cautelosos para avaliar com calma os dados disponíveis antes de decisões monetárias.”

Georgieva lembrou que os impactos da guerra não desaparecerão imediatamente após o fim do conflito e podem durar alguns meses antes que os preços de energia arrefeçam.

A diretora do FMI disse estar preocupada que o choque inflacionário anterior, que ainda afetava várias economias antes da guerra no Irã, possa prejudicar o trabalho dos bancos centrais.

Durante a entrevista, Georgieva também comentou que muitos países procuraram o Fundo em busca de empréstimos para compra de energia, mas preferiu não revelar os nomes envolvidos.

Questionada sobre IA (inteligência artificial), a diretora reiterou que a adaptação é inevitável, ponderando que há efeitos positivos da tecnologia sobre a economia, como o aumento da produtividade.

“O impacto sobre empregos também parece ser levemente positivo, embora esteja mudando a estrutura do mercado de trabalho e as habilidades visadas pelas empresas”, disse.



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