A Polícia Legislativa foi acionada nesta terça-feira (5) durante sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados para conter uma discussão entre parlamentares. A briga ocorreu no momento em que o colegiado estava votando a suspensão de mandatos da oposição pela obstrução dos plenários em agosto de 2025.
Após 8 horas de trabalhos na comissão, a briga entre governistas e oposicionistas começou com o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) e o advogado Jeffrey Chiquini, pré-candidato a deputado federal pelo Paraná que lidera a defesa de Marcel Van Hattem (Novo-RS).
Durante a discussão, o advogado disse que Alencar “tem sorte de ser idoso”. Em seguida, o deputado Reimont (PT-RJ) pediu para que os agentes da Polícia Legislativa presentes retirassem Chiquini do plenário por ter “proferido graves ameaças” a outro parlamentar.
A partir do bate-boca, o presidente do Conselho de Ética, Fábio Schiochet (União Brasil-SC), suspendeu a sessão por 30 minutos. Apoiadores de Van Hattem ocuparam o plenário e entoaram gritos de “meu senador”, em referência à sua pré-candidatura a uma das vagas do Senado pelo Rio Grande do Sul.
Na retomada, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) discutiu com Zé Trovão (PL-SC), o que desencadeou um novo bate-boca e levou a mais uma interrupção, desta vez por cerca de 40 minutos, até a retomada da votação.
Os deputados federais Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão também enfrentam um processo no Conselho de Ética por obstrução em agosto de 2025.
Ocupação da Mesa Diretora
Em agosto de 2025, na retomada das atividades parlamentares no Congresso Nacional, deputados de Oposição ocuparam por cerca de 30 horas o plenário da Câmara em protesto à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Até então, Bolsonaro não havia sido julgado pelo Supremo. Na ocasião, ele teve a sua prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes depois de participar de manifestações via telefone.
No Congresso, os deputados também tentavam pressionar pelo avanço de uma proposta de anistia ampla e irrestrita para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, quando manifestantes bolsonaristas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.