O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rebateu nesta terça-feira (5/5) as declarações do pré-candidato Fernando Haddad (PT) de que o atual mandatário paulista é “submisso” ao presidente norte-americano Donald Trump, feitas em entrevista exclusiva ao Metrópoles.

“O que tem a ver o Estado de São Paulo com o Trump? A gente não faz política externa aqui. Ele tem que parar de falar bobagem. Não trabalhou durante os três anos e agora quer ficar falando besteira. Todo dia fala uma bobagem e todo dia a gente está aqui fazendo uma entrega. A diferença é essa. Para ficar claro para o cidadão de São Paulo qual é a diferença de projetos”, disse Tarcísio durante agenda no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

A declaração de Tarcísio foi uma resposta a críticas feitas por Haddad na última semana. Na ocasião, o petista disse que Tarcísio apoiou o tarifaço de Trump “contra a economia paulista”.

“Ele é submisso ao Trump. Não tem opinião própria nem tamanho para dizer para o Trump ‘você está errado nisso’. Ele apoiou o tarifaço contra a economia paulista. A economia que mais sofreu com o tarifaço por alguns meses foi a de São Paulo, e ele estava com o chapeuzinho do MAGA (Make American Great Again)”, disse Haddad.

A fala do ex-ministro da Fazenda foi feita após ele ser questionado sobre a posição de Tarcísio em apoiar a ideia do governo norte-americano de classificar facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas.

“É óbvio que ele vai apoiar. Se (o Trump) falar que (o PCC) é alienígena, ele [Tarcísio] também vai achar. Vai dizer ‘o PCC é de outro planeta, conforme o Trump está dizendo’”, prosseguiu o petista. Para o ex-ministro, o governador paulista precisa defender as ideias de Trump porque “tem uma seita que apoia ele e que depende de ele falar isso para apoiá-lo”.


Tarcísio e o tarifaço


Críticas a Haddad

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (5/5), após evento de anúncio de investimentos em rodovias no interior, Tarcísio fez inúmeras críticas à gestão de Haddad à frente da política econômica do governo Lula. Na última semana, o petista afirmou que São Paulo, sob o governo Tarcísio, “não tem dinheiro em caixa”.

“Só faltava o Haddad vir falar de política fiscal sobre o São Paulo. Está de brincadeira. O cara que quebrou o Brasil vai falar do Estado de São Paulo. Eu teria vergonha de falar um negócio desse”, disse o governador paulista, elencando o que considera o “legado” de Haddad para a economia brasileira.

“Vamos lá, o legado do Haddad no governo federal: 7 pontos a mais na relação dívida/PIB, a maior carga tributária da história, uma renca de pessoas endividadas, uma quantidade enorme de empresas em recuperação judicial, a segunda maior taxa de juros real do mundo, mais de um R$ 1 trilhão de pagamentos de juros. E esse cara realmente quer falar de fiscal? Faça-me o favor. Dá um tempo”, disparou.



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