
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 5, que o Irã deveria “hastear a bandeira branca da rendição”, mas não fará por orgulho. No Salão Oval, o republicano afirmou que as forças iranianas foram dizimadas e reduzidas a “armas de brinquedo”. A declaração ocorre em meio à escalada das tensões entre os dois países no Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio internacional de petróleo bloqueada por Teerã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
“Eles estão jogando sujo, mas vou te dizer uma coisa: eles querem fechar um acordo. E quem não quereria, quando seu exército está completamente dizimado?”, ironizou Trump, acrescentando mais tarde que o Irã sabe “o que não deve fazer” para manter em vigor o frágil cessar-fogo, implementado em abril.
O mandatário da Casa Branca também elogiou o Projeto Liberdade, anunciado por Trump para escoltar cargueiros represados no Golfo Pérsico devido à restrição iraniana. Mais de 20 mil marinheiros em 1.550 embarcações estão ilhados, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO. A operação militar americana conta com 15 mil soldados e mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas, segundo o chefe do Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), Brad Cooper.
+ Hegseth garante que cessar-fogo com Irã ‘não acabou’ apesar de ataques em Ormuz
Na véspera, Trump advertiu, em declarações veiculadas pela emissora Fox News, que “os iranianos seriam varridos da face da Terra” em caso de ataques a embarcações americanas na região. Apesar da retórica agressiva, o republicano indicou que ainda há margem para negociação. Ele disse que representantes iranianos têm se mostrado “muito mais maleáveis” em conversas recentes, o que poderia abrir caminho para um entendimento diplomático.
O país árabe denunciou “uma escalada perigosa” e afirmou que tem o direito de responder. Desde que o conflito começou em 28 de fevereiro pelos ataques de Washington e Israel à República Islâmica, Teerã controla essa passagem estratégica por onde costumava circular um quinto do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.