Campeão mundial pelo Corinthians, o ex-zagueiro Fábio Luciano, hoje comentarista da ESPN, repercutiu o episódio da suposta agressão de Neymar em Robinho Jr. no treino do Santos.
O ex-defensor revelou ter presenciado agressões entre companheiros ao longo da carreira, mas destacou um aspecto que, para ele, torna o caso envolvendo o camisa 10 do Peixe ainda pior.
“Eu já xinguei moleque por ser mais atrevido no treino, às vezes você está de cabeça quente, já dei um pontapé, uma rasteira em um moleque num treinamento. A gente está disputando posição, todo mundo ali é adulto, todo mundo é profissional”, começou Fábio Luciano no programa “Resenha ESPN”.
“Me achama atenção o tapa na cara, vindo de um cara experiente como o Neymar para um garoto. Eu já vi jogador trocar soco em treino, mas o tapa na cara é pior, é humilhante. Para o momento do Neymar, isso é muito ruim.”
Nesta segunda-feira (4), o Santos informou que instaurou uma sindicância interna para analisar o episódio envolvendo Neymar e Robinho Jr.
De acordo com o ge, Robinho Jr. acusa o camisa 10 de agressão — o fato teria ocorrido no treino de domingo (3). Além de um tapa, Neymar também teria xingado e dado uma rasteira no companheiro.
Ainda segundo a reportagem, Robinho Jr. e seu estafe solicitam ao clube as imagens do treino e cogitam rescindir o contrato do atleta com o Santos, que foi renovado no mês passado com validade até 2031.
Neymar prometeu cuidar de Robinho Jr. na volta ao Santos
No início de 2025, logo após sacramentar seu retorno ao clube da Vila Belmiro, Neymar fez uma publicação nas redes sociais na qual prometeu cuidar de Robinho Jr. como uma forma de agradecimento ao pai, Robinho, ídolo e ex-companheiro do camisa 10.
“Teu pai cuidou de mim e eu cuidarei de você”, comentou Neymar em uma postagem do jovem atacante, que comemorava a volta do meia-atacante ao Peixe.
Condenado a mais de 9 anos de prisão por estupro na Itália, Robinho teve a pena referendada pela Justiça brasileira e está preso em Tremembé, no interiror de São Paulo, desde março de 2024. O crime foi cometido em 2013.