O relatório Focus divulgado pelo BC (Banco Central) nesta segunda-feira (4) elevou a projeção para a inflação brasileira de 2026 pela 8ª vez consecutiva.
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidos Amplo) passou para o patamar de 4,89%, um aumento de 0,03 p.p. (ponto percentual) em relação à semana passada. A expectativa para o índice se manteve em 4% para 2027, mas apresentou leve alta para 2028, ficando em 3,64%
Na última semana, após a decisão do corte de juros, o BC havia reajustado as expectativas para a inflação, avaliando um aumento de 4,6% nos preços deste ano.
Em comunicado, o comitê reafirmou “serenidade e cautela” para conduzir a política monetária, de forma a acompanhar os próximos passos da guerra no Oriente Médio.
Apesar da alta na projeção para o aumento de preços, o crescimento interno do país (PIB), o câmbio e a taxa básica de juros (Selic) ficaram em linha com as expectativas da semana passada.
Nesta segunda, os analista financeiros mantiveram a estimativa para que a taxa de juros encerre o ano em 13%. Para 2027 e 2028, a estimativa também acompanhou os resultados da última divulgação, mantendo a projeção de 11% e 10%, nessa ordem.
Na última quarta-feira (29), o BC, após reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa a 14,5% ao ano.
Apesar de uma decisão alinhada com as expectativas do mercado, o Copom destacou em comunicado que o ambiente externo continua incerto, e indicou que a os conflitos geopolíticos no Oriente Médio continuam alimentando essa incerteza.
Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), o mercado espera por um crescimento de 1,85% em 2026. Já para os próximos dois anos as estimativas apontam para um resultado de 1,75% e 2%, respectivamente.
Repetindo os resultados da semana anterior, a expectativa para o câmbio é de um fechamento de R$ 5,25 em 2026.