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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, acusou nesta segunda-feira, 4, os Estados Unidos de complicarem o processo diplomático para encerrar a guerra no Oriente Médio ao afirmar que Teerã estava analisando a proposta de paz mais recente de Washington.

“Vocês podem imaginar que não é fácil para os Estados Unidos abandonarem o hábito de fazer exigências excessivas e descabidas. Portanto, ainda estamos diante de uma parte que muda constantemente de posição e levanta questões que, na prática, podem complicar qualquer processo diplomático”, disse Baghaei.

A declaração ocorre após a mídia estatal iraniana informar ter recebido, no domingo, uma resposta dos Estados Unidos à sua mais recente oferta de negociações de paz, sem dar mais detalhes. O presidente americano, Donald Trump, no entanto, já havia declarado que provavelmente rejeitaria a proposta iraniana porque “eles não pagaram um preço suficientemente alto”.

Também no domingo, Trump anunciou uma operação militar para permitir que embarcações passem pelo Estreito de Ormuz nesta segunda-feira, em um esforço de escoltas da Marinha americana que ele denominou “Projeto Liberdade”, apesar da República Islâmica garantir que continua bloqueando a passagem.

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Já a Marinha iraniana sustentou nesta segunda-feira em declaração à TV estatal que impediu a entrada de navios de guerra americanos em Ormuz ao emitir um “aviso rápido e decisivo” com tiros de advertência. Anteriormente, a agência de notícias iraniana Fars informou que dois mísseis atingiram uma fragata da Marinha americana na região e, devido aos impactos, não conseguiu prosseguir e foi forçada a recuar e deixar a área. A agência iraniana Tasnim também ouviu uma fonte que sustentou que Teerã disparou contra barcos de Washington.

À agência Reuters, enquanto isso, um alto funcionário do governo iraniano disse que um “tiro de advertência” foi disparado contra um navio de guerra americano para impedir sua entrada no estreito, mas que não está claro se houve algum dano.

Já o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), unidade do Exército responsável pelo Oriente Médio, refutou a história toda, negando a existência de disparos, e comunicou posteriormente que dois navios mercantes com bandeira americana conseguiram atravessar Ormuz nesta manhã, mediante escolta.



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