
O Met Gala, evento luxuoso do calendário da moda que ocorre nesta segunda-feira, 4, em Nova York, serve como um indicador dos laços crescentes entre estilistas, celebridades e milionários. Mas, com a entrada de nomes da tecnologia nesse seleto grupo, a festa deste ano pode ser a mais controversa até agora.
Enquanto boa parte das atenções se volta para a lista de convidados e seus looks – além do lançamento da exposição de moda Costume Art no Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, desfilarão por lá nesta noite nomes como Beyoncé, Venus Williams e Nicole Kidman. Os ingressos custam cerca de 100 mil dólares. Mas, em uma reviravolta digna do novo filme O Diabo Veste Prada, Jeff Bezos e Lauren Sánchez Bezos, os novos presidentes honorários do Met Gala, se juntarão aos 450 convidados.
O envolvimento dos bilionários como principal fonte de financiamento da exposição e da festa gerou muita especulação, reacendendo rumores de que o fundador da Amazon comprará a Condé Nast, empresa controladora da Vogue, que supervisiona o evento.
Segundo o The Guardian, Zohran Mamdani não comparecerá ao evento, quebrando tradição de décadas de prefeitos de Nova York comparecerem ao baile. Partes de Nova York foram cobertas com cartazes criticando o envolvimento de Bezos na arrecadação de fundos, organizados pelo grupo ativista britânico Everyone Hates Elon (Todos Odeiam Elon).
O baile é um dos eventos de tapete vermelho mais assistidos do ano, atraindo 1 bilhão de visualizações de vídeo em todo o mundo. Mas segundo os críticos, está ultrapassando seu propósito filantrópico, que é arrecadar fundos para o museu de Nova York, para virar apenas publicidade pessoal.