A aeronave que caiu e atingiu um prédio no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte, não tinha autorização para operar como táxi aéreo. As informações foram consultadas pela CNN Brasil junto à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O acidente ocorreu ocorreu por volta de 12h desta segunda-feira (4).

A aeronave não possuía autorização para operação comercial sob o RBAC nº 135, que regula serviços de táxi aéreo, nem sob o RBAC nº 121, voltado a operações regulares de transporte aéreo.

Ainda de acordo com os dados, o avião também não estava autorizado a realizar serviço aéreo especializado (SAE) ou voos de instrução sob o RBAC nº 141, que diz respeito à voos de instrução.

Os registros indicam que a aeronave estava classificada para uso privado, sem permissão para transporte comercial de passageiros. Veja dados abaixo:

Conheça o modelo

De acordo com os dados da aeronave de prefixo PT-EYT, o avião foi fabricado em 1979 e possui capacidade para até cinco passageiros, além do piloto. Ainda segundo o registro, a aeronave é classificada como de uso privado. O peso máximo de decolagem é de 1.633 kg.

Veja também: Saiba onde fica local de acidente

O modelo EMB-721C pertence à categoria de aeronaves monomotoras, com pouso convencional, e está enquadrado na categoria “normal” de certificação. O certificado de aeronavegabilidade (CVA) tem validade até 1º de abril de 2027.

O avião está configurado conforme as regras dos Requisitos gerais de operação para aeronaves civis, que regulamenta operações privadas no Brasil.

Detalhes do acidente e atendimento no local

Segundo informações iniciais das autoridades, o impacto da aeronave abriu um buraco na estrutura da edificação antes de atingir o solo.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros deslocou quatro viaturas para prestar socorro e gerenciar os riscos no local. A Polícia Militar realiza o isolamento das vias próximas para facilitar o trabalho das equipes de emergência.

“Ele acabou acertando o prédio, destruindo parte da estrutura, e os destroços caíram embaixo”, afirmou o morador, ressaltando a rapidez com que a queda ocorreu.

A FAB (Força Aérea Brasileira) também informou que já iniciou a investigação do acidente aéreo por meio do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).



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