Na noite do sábado (2), o presidente dos Estados Unidos anunciou que analisaria uma nova proposta de 14 pontos enviada pelos iranianos para o fim da guerra. No entanto, deixou claro que “não imagina que seja algo aceitável”.
A declaração acontece depois que o Republicano se disse insatisfeito com um plano enviado pelos iranianos aos mediadores do Paquistão, sem especificar o que exatamente não aceitava. Trump colocou em dúvida a capacidade de Teerã chegar a qualquer tipo acordo com Washington.
“Eles fizeram progressos, mas não tenho certeza se algum dia chegarão lá”, afirmou o presidente, alegando que há “tremenda discórdia” entre os líderes iranianos.
Veja o que sabemos sobre os novos desdobramentos do conflito entre EUA e Irã
- Um alto funcionário militar iraniano afirmou que as evidências apontam que os Estados Unidos não estão comprometidos em quaisquer promessas ou acordos, voltando a ameaçar Washington com “medidas surpesas planejadas para o inimigo, além de sua imaginação”.
- Os EUA aceleraram a venda equivalente a US$ 8 bilhões em armas para países do Oriente Médio. Catar, Israel, Emirados Árabes Unidos e Kuwait vão receber sistemas de defesa aérea e mísseis guiados a laser, entre outros armamentos. Entre os equipamentos que serão enviados ao Catar estão, ainda, os mísseis Patriot.
- Trump voltou a sinalizar que não comunicará ao Congresso sobre a guerra com o Irã. Falando a repórteres na Flórida, o presidente americano disse que vários outros presidentes estiveram envolvidos com “coisas grandes” e nunca falaram com o Congresso, porque “consideravam isso totalmente inconstitucional”. O Republicano afirmou, ainda, que “isso nunca aconteceu antes, nenhum outro presidente fez isso” e que ele não seria o primeiro a fazer.
- O líder americano também voltou a alfinetar a Alemanha, dizendo que os Estados Unidos planejam retirar “muito mais que 5 mil soldados” do país. A decisão, anunciada pelo Pentágono na sexta (1º) ocorre depois que o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que os EUA estavam sendo humilhados pelo Irã. A Alemanha abriga a Base Aérea de Ramstein, que é a sede das Forças Aéreas dos EUA na Europa.