O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deve viajar para a Itália nesta semana para se reunir com o Papa Leão XIV, disse uma fonte do Vaticano neste domingo (3), depois que os ataques do presidente Donald Trump ao pontífice católico provocaram críticas em todo o espectro político.

O encontro, o primeiro contato presencial conhecido entre Leão XIV e um integrante do gabinete dos EUA em quase um ano, deve ocorrer na quinta-feira, afirmou a fonte familiarizada com a agenda do papa, que pediu anonimato por não estar autorizada a falar sobre o assunto.

O papa, que adotou um estilo de discurso mais contundente, emergiu nas últimas semanas como um crítico declarado da guerra liderada por EUA e Israel contra o Irã, depois de já ter questionado anteriormente as políticas rígidas anti-imigração do governo Trump.

Trump criticou duramente o papa Leão XIV nas redes ao longo do mês passado, chegando a chamar o pontífice de “terrível” em um momento, em ataques que chamaram ampla atenção enquanto o pontífice estava em uma viagem por quatro países africanos.

Rubio se reuniu pela última vez com Leão, o primeiro papa dos EUA, em maio de 2025, ao lado do vice-presidente JD Vance. Ambos participaram da missa inaugural do novo papa na Praça de São Pedro e tiveram um encontro privado com ele no dia seguinte.

Leão completa seu primeiro ano como papa na sexta-feira.

Os jornais italianos La Repubblica e Corriere della Sera já haviam informado no domingo que Rubio viajaria à Itália nesta semana para reuniões, incluindo uma com o principal diplomata do Vaticano, Pietro Parolin, mas não disseram se ele se encontraria com Leão.

O Departamento de Estado dos EUA, a assessoria de imprensa do Vaticano e um porta-voz do governo italiano não responderam imediatamente a perguntas sobre as reportagens.

Rubio também deve se reunir com os ministros das Relações Exteriores e da Defesa da Itália, informaram os jornais italianos, acrescentando que a viagem tem como objetivo reduzir tensões entre os dois países após as críticas diretas de Trump à primeira-ministra italiana Giorgia Meloni — uma de suas aliadas europeias mais próximas — no mês passado.

Ainda não está claro se Rubio também se reunirá com Meloni.

A viagem ocorre dias depois de o Pentágono anunciar, na sexta-feira, a retirada de 5.000 soldados dos EUA da Alemanha, sua maior base na Europa, em meio a divergências sobre a guerra com o Irã e tensões tarifárias que aumentaram a pressão nas relações entre EUA e Europa.

A Itália está entre os países europeus com maior presença de tropas americanas, com quase 13.000 militares em serviço ativo no fim de 2025, distribuídos em seis bases.



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