“Acredito que o governo brasileiro deveria tomar medidas para proteger o aço nacional da concorrência chinesa. Não sei se deveriam ser as mesmas ações adotadas pelo governo Trump com o tarifaço, mas algo que garanta condições isonômicas de competição entre a indústria brasileira e a chinesa”, afirmou Werneck.
Outra medida defendida pelo executivo seria um apoio mais estrutural ao agronegócio. Segundo o CEO, o governo deveria incentivar o setor não apenas com linhas de financiamento para expansão, mas também com suporte diante dos impactos das mudanças climáticas.
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“O agricultor pode enfrentar dificuldades em meio a uma seca severa ou a chuvas acima da média. Isso compromete o desenvolvimento do setor”, explicou Werneck.
Atualmente, a Gerdau tem 10% de seus negócios voltados ao agronegócio. O executivo não projetou de forma específica quanto a companhia espera crescer nesse segmento. Ainda assim, ele prevê avanço acompanhando a expansão do setor.
“Não vejo o agronegócio em uma crise profunda. A atual situação de inadimplência, causada pelos juros elevados e pelas mudanças climáticas, tende a ser resolvida ao longo do tempo. Ainda assim, nosso crescimento nesse mercado dependerá do avanço do próprio agronegócio. Por isso, é fundamental que o setor tenha apoio do governo”, concluiu Werneck.