Após a confirmação do primeiro caso de febre Oropouche na história do estado de Goiás, a Secretária de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) se manifestou, informando que a vigilância epidemiológica do vírus está sendo intensificada. O objetivo é evitar que a doença chegue a capital. Segundo a pasta, não há casos suspeitos em investigação relacionados à febre Oropouche.

Em nota, a secretaria afirma que está monitorando as arboviroses (doenças causadas por mosquitos) por meio de ações como orientação permanente às unidades de saúde para detecção precoce e notificação oportuna, investigação de casos compatíveis com os sintomas da doença, além da articulação com a rede laboratorial para diagnóstico de outras arboviroses, como dengue, chikungunya e Zika.

“Nos últimos anos, a febre Oropouche tem apresentado expansão geográfica no Brasil com registro de casos em estados fora da região Norte. A incidência ocorre especialmente na região Nordeste, em estados como a Bahia, e mais recentemente em áreas do Centro-Oeste”, explicou a pasta.

Apesar do primeiro diagnóstico no estado vizinho, a SES-DF acrescenta que “o caso identificado em Goiás não indica, neste momento, transmissão local no Distrito Federal. No entanto, reforça a necessidade de vigilância intensificada”.

“A principal forma de prevenção está relacionada à redução de criadouros de insetos e à proteção individual contra picadas do mosquito”, ressaltou.

A pasta também orienta em relação aos sintomas da doença:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares e articulares
  • Tontura

Transmissão por mosquito

Transmitida pelo inseto Culicoides paraensis, também conhecido como mosquito-pólvora ou maruim, a febre Oropouche apresenta sintomas semelhantes a de outras doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e chikungunya. 

O diferencial é que o vírus Oropouche possui uma alta taxa de reaparecimento dos sintomas, o que ocorre em 60% dos pacientes.

Assim como a dengue, não há tratamento específico para a febre Oropouche. O diagnóstico, assim como a prescrição do tratamento, é feito a partir da identificação dos sintomas.

Segundo a Nota Técnica 117/2024 do Ministério da Saúde, ainda não há comprovação da eficácia do uso de repelentes contra o maruim. Porém, sua utilização é recomendada, principalmente para proteção contra outros mosquitos, como, por exemplo, Culex spp (pernilongo) e Aedes aegypti, transmissor da dengue e chikungunya.

Mais detalhes

  • A transmissão é feita principalmente pelo mosquito-pólvora
  • Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias
  • Quando o inseto pica uma pessoa saudável, ele pode transmitir o vírus
  • No ciclo silvestre, bichos-preguiça e primatas não-humanos (e possivelmente aves silvestres e roedores) atuam como hospedeiros
  • No ciclo urbano, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O inseto Culicoides paraensis também é o vetor principal
  • O inseto Culex quinquefasciatus, vetor principal da filariose bancroftiana e encontrado em ambientes urbanos, também pode transmitir o vírus



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