
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) encerrou 2025 com um patrimônio líquido de 123,2 bilhões de reais, queda de 12,2% na comparação com o ano anterior. Em valores nominais, o déficit foi de 17,1 bilhões no exercício. A informação foi divulgada em comunicado enviado ao mercado na noite desta terça-feira, 28.
A baixa aconteceu por causa do pagamento aos investidores pessoas físicas que aportaram nos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do Banco Master. O FGC declara que o Master causou um rombo de 51,8 bilhões de reais. Até o momento, o FGC já pagou 49 bilhões de reais, resta ainda 2,9 bilhões a serem pagos.
Em virtude das saídas de caixa para pagamentos de garantias, o FGC recebeu, entre os dias 23 e 25
de março de 2026, 32,2 bilhões de reais referentes à antecipação de contribuições pelas instituições
associadas, medida destinada para recomposição das reservas do Fundo.
Com isso, o patrimônio líquido e a liquidez do FGC atingiram os patamares de 118,5 bilhões de reais e 110,9 bilhões de reais em março de 2026, respectivamente. O índice de liquidez na mesma data é de aproximadamente 2% do saldo de elegíveis.
Na comparação com 2024, quando o patrimônio era de 140,4 bilhões de reais e a liquidez de 114,2 bilhões de reais, observa-se também a elevação da reserva FR, que passou de 16,4 bilhões de reais para 27,6 bilhões de reais. A liquidez do Fundo em relação ao total de depósitos elegíveis atingiu 2,23% em 2025, ante 2,26% no ano anterior.
No mesmo período, as contribuições das instituições associadas totalizaram 6,3 bilhões de reais ( contra 5,7 bilhões de reais em 2024) e o resultado financeiro dos investimentos alcançou 21,8 bilhões de reais (ante 10,8 bilhões de reais em 2024), com rentabilidade correspondente a 99,39% da taxa média Selic (73,89% em 2024).
Os depósitos elegíveis à garantia somavam 5,53 trilhões de reais ao final de 2025 (ante 5 trilhões em 2024), dos quais 2,65 trilhões de reais (ante 2,44 trilhões de reais em 2024) estavam cobertos pelos limites do Fundo, representando 47,93% do total. Em termos de quantidade, 99,65% das contas existentes no sistema estavam integralmente cobertas pela garantia.