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indicado para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (MSF 7/2026), Jorge Rodrigo Araújo Messias.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado (Andressa Anholete/Agência Senado/Divulgação)
Traições do Centrão e o fato de o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), não ter se engajado pela indicação do presidente Lula ao STF são apontados como os principais fatores que levaram à derrota histórica do governo no Senado, nesta quarta-feira, 29. O plenário da Casa rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Jorge Messias para o Supremo.
Nos últimos dias, de acordo com relatos de parlamentares, Alcolumbre teria reforçado junto a outros senadores que não havia embarcado nos planos de Lula e que não se engajaria pela indicação de Messias na última hora. As movimentações teriam crescido desde a manhã desta quarta, em contatos feitos por telefone e que jogaram contra o advogado-geral da União.
Nem mesmo a oposição acreditou, inicialmente, no resultado. Lideranças do PL, partido de Jair Bolsonaro, e do NOVO, que também fechou questão contra a indicação de Messias, demoraram a entender que o indicado por Lula havia sido derrotado, quando o placar eletrônico do plenário mostrou o placar final de 42 a 34.
As traições de senadores do Centrão foram apontadas como “fiel da balança”.
De acordo com a Constituição, neste caso, cabe ao presidente da República indicar um novo nome ao STF.
Esta foi a primeira vez em 132 anos que um indicado ao Supremo teve seu nome rejeitado pelo plenário do Senado. Em 1894, no governo de Floriano Peixoto, cinco nomes foram barrados.