O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), disse a frase “Deus abençoe a todos” ao chegar para a sabatina à qual será submetido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na manhã desta quarta-feira (29/4).

O AGU foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro.

Jorge Messias é homem da confiança do chefe do Planalto e evangélico. Tornou-se uma tentativa do petista de quebrar a resistência com esse grupo para angariar novos votos para as eleições presidenciais de outubro.

Caso aprovada na sabatina, a indicação de Messias será votada no plenário do Senado. Para ser aprovado, ele terá que ter o aval da maioria dos senadores, o equivalente a 41 votos das 81 cadeiras da Casa.

Se for aprovado para o Supremo, Messias poderá ficar quase 30 anos no cargo. Segundo o regimento interno da Corte, os ministros são obrigados a se aposentar ao completar 75 anos. Jorge Messias tem 46 anos.

Messias será sabatinado nesta quarta-feira pelo Senado
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Messias será sabatinado nesta quarta-feira pelo Senado

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF)
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O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal (STF)

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Messias foi indicado Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso
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Messias foi indicado Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso

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O que Messias dirá sobre aborto

Evangélico da Igreja Batista, Messias também espera ser perguntado sobre aborto, como antecipou o Metrópoles, na coluna do Igor Gadelha. Em resposta, o ministro da AGU dirá claramente aos parlamentares que é contra o aborto e, portanto, pró-vida.

Ele, inclusive, se preparou para falar sobre parecer da AGU pela inconstitucionalidade de resolução aprovada pelo Conselho Federal de Medicina para proibir a assistolia fetal em casos de aborto legal.

Messias pretende ressaltar que o parecer da AGU enviado ao STF fazia defesa do próprio Congresso, ao pregar que a regulamentação do aborto só pode ser feita por lei, e não por conselho profissional.



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