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Conhecido como “médico dos presidentes” por ter acompanhado a saúde de quase todos os mandatários desde a redemocratização do Brasil, o cardiologista Roberto Kalil Filho foi eleito membro titular da Academia Nacional de Medicina (ANM) na noite desta quinta-feira, 16, e passa a ocupar a Cadeira n° 01 — o mais alto reconhecimento na medicina no país —.
A cerimônia de eleição foi realizada na sede da ANM, localizada no Rio de Janeiro, e Kalil Filho recebeu 72 dos 96 votos. Ele vai compor o quadro de 100 membros titulares, entre eles José de Jesus Camargo, pioneiro ao realizar o primeiro transplante de pulmão da América Latina, e o neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, referência no tratamento de tumores e aneurismas.
“Hoje realizo um sonho. A Academia desempenha um papel extremamente relevante não apenas na medicina, mas em toda a sociedade. Acredito que a instituição precisa ser ouvida em diferentes esferas — política, educacional e social. Ao longo desses oito meses de campanha, tive ainda mais clareza de que seus membros são verdadeiramente brilhantes, cada um com características únicas. O Brasil precisa reconhecer e aproveitar esse patrimônio intelectual”, declarou Kalil Filho, que é médico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O cardiologista passou por um rigoroso processo seletivo, que incluiu a avaliação dos demais profissionais a partir da trajetória profissional e científica dos candidatos. O voto é secreto e apenas quem atinge maioria dos votos pode se tornar um imortal da ANM.
Trajetória
Kalil Filho é professor titular de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês e presidente do Conselho do Instituto do Coração (InCor), onde está em seu terceiro mandato (2023–2026).
O cardiologista tem mais de 300 trabalhos científicos publicados e atua em entidades nacionais e internacionais, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o American College of Cardiology e a European Society of Cardiology.
Como membro titular da academia, ele passa a participar de forma ativa em debates estratégicos e na elaboração de pareceres técnicos para orientar políticas de saúde pública. Sua proposta é trabalhar em frentes focadas no fortalecimento da pesquisa científica e na promoção da inovação.