O procurador-geral do DF, Márcio Wanderley, deixou o cargo nesta semana, após nove meses de gestão.

Segundo fontes, o procurador pediu demissão por sentir-se pressionado a fazer um parecer positivo para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), destinado ao BRB.

Nesse tipo de operação, o governo não pega dinheiro diretamente do fundo; o FGC atua como uma espécie de garantidor, reduzindo o risco para quem concede o crédito e facilita a liberação dos recursos. Cabe a PGR-DF a avaliação da viabilidade econômica do empréstimo.

O desconforto teria surgido diante da pressão para validar juridicamente essa operação.

Wanderley assumiu o cargo em agosto de 2025, após quase dois anos como consultor jurídico do gabinete do ex-governador Ibaneis Rocha.

O cargo tem duração de dois anos, podendo ser reconduzido. Pelo regimento, Wanderley poderia seguir no cargo até agosto do próximo ano.

A CNN entrou em contato com a Procuradoria-Geral do Distrito Federal, mas ainda não obteve retorno.



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