Uma ação do Ministério Público do Rio contra o Banco Master e outros envolvidos em investimentos suspeitos tenta evitar um rombo de mais de R$ 1 bilhão no Rioprevidência. Com pedido de tutela de urgência, o MP requer o afastamento do presidente interino do fundo de aposentadorias e pensões do estado do Rio, Nicholas Cardoso, o bloqueio de bens dos investigados, incluindo do ex-presidente Deivis Marcon Antunes, preso pela PF, e a adoção de medidas para o ressarcimento aos cofres públicos. Outro alvo é CredCesta: a promotoria pede a suspensão imediata dos contratos associados a operações que combinam empréstimos consignados com cartões de crédito, responsável por levar aposentados e pensionistas a um ciclo de endividamento contínuo.

Além do Master e de dirigentes e ex-dirigentes da autarquia estadual, responderão à Justiça a empresa PKL One Participações S.A. e, formalmente, o Estado do Rio e o próprio Rioprevidência. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) afirma que o caso envolve “risco concreto” de perda de R$ 970 milhões investidos pelo Rioprevidência em títulos emitidos pelo banco de Daniel Vorcaro, em liquidação pelo Banco Central. Mesmo após o escândalo ligando o Master a gestores do fundo, o cenário se agravou com novos aportes, elevando o total de recursos para mais de R$ 1 bilhão. De acordo com o MP, foram investidos mais de R$ 100 milhões em instituioções financeiras não credenciadas nos dias 24 e 29 de dezembro de 2025, já depois de o Gaesf solicitar ao órgão que adotasse medidas para proteger o patrimônio previdenciário do estado e recuperar eventuais perdas com o Master.

Superendividamento de idosos

A ação questiona a legalidade do modelo de crédito CredCesta, com descontos em folha que não reduzem a dívida. Para o MP, a prática descumpre o Código de Defesa do Consumidor e a Lei do Superendividamento, ao atingir público em situação de vulnerabilidade, como idosos e beneficiários de previdência, comprometendo sua renda de natureza alimentar.

Outro ponto do processo é o uso de valores descontados dos sevidores para compensasr prejuízos com os investimentos. O Gaesf diz que a solução transfere de forma indevida o ônus aos segurados em vez de responsabilizar os agentes envolvidos nas irregularidades.

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O MP defende a saída do atual presidente sob a justifictiva que a sua permanência representa risco de continuidade de práticas que podem agravar a situação financeira do Rioprevidência.



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