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A governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP) tomou posse na última segunda-feira sob o escândalo das operações ilegais entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master que provocaram um rombo de 12 bilhões de reais no caixa da instituição brasiliense.
O problema tem tirado o sono da nova governadora, que pretende se candidatar à reeleição em outubro. Um dia depois de assumir o cargo, Celina procurou o Ministério da Fazenda em busca de uma solução. A primeira incursão, porém, não foi bem sucedida.
Em entrevista a VEJA, ela contou que o governo federal não estava dando o apoio esperado às propostas apresentadas pelo BRB para solucionar o problema de caixa do banco. “O governo federal tem feito uma força contrária para não viabilizar o negócio, uma força contrária muito clara”, disse.
A proposta do BRB passa por um empréstimo de 4 bilhões de reais junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e pela captação de outros 4 bilhões junto a bancos estatais, o que incluiria a Caixa Econômica Federal, o que necessitaria o aval do governo federal.
Governadora pediu ‘gesto de apoio’ ao ministro da Fazenda
Celina conversou com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre esse apoio. “Fiz um apelo ao o ministro da Fazenda. Falei para ele: ‘olha, é importante um gesto do governo federal em apoio ao BRB, um gesto da Caixa em apoio ao BRB, um gesto do senhor, que é ministro’”, disse.
Durigan, segundo a governadora, prometeu levar o assunto adiante. “O ministro foi muito educado. Ele falou: ‘eu vou sentar com o presidente Lula, vou falar com o presidente da Caixa’”, disse Celina, que pertence ao PP.
A governadora diz esperar que seu posicionamento político não interfira nas decisões técnicas. Ela apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Celina garante que soube das operações entre o BRB e o Master pela imprensa e que não tinha qualquer tipo de relação com a presidência do BRB . “Eu achava um absurdo o banco patrocinar veleiros em Dubai e não patrocinar os projetos aqui em Brasília, não patrocinar o futebol local, por exemplo”, disse ela.