
O piloto de helicóptero Adonis Lopes, da Polícia Civil, foi o responsável pelo pouso forçado no mar da praia da Barra da Tijuca na manhã desta sexta-feira, 3. Apesar do susto, a manobra foi bem-sucedida e nenhuma das três pessoas a bordo — incluindo o próprio piloto — ficou ferida.
Adonis estava de folga quando foi contratado para um voo panorâmico que partiu do Pontal. Durante o trajeto, o helicóptero modelo Robinson 44 apresentou problemas mecânicos, forçando o piloto a descer no mar próximo à arrebentação, entre os postos 3 e 4. Um surfista que testemunhou a cena relatou ter visto a aeronave perdendo potência, mas o piloto conseguiu conduzi-la até uma área mais vazia para realizar o pouso.
Esta não é a primeira ocorrência marcante na carreira de Adonis. Em setembro de 2021, ele foi rendido por dois homens armados durante um voo particular contratado em Angra dos Reis. Os criminosos o obrigaram a seguir para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, com a intenção de resgatar um preso. Para impedir a ação, Adonis fez manobras sobre o 14º BPM (Bangu) e simulou uma queda. “Imaginei que aquele pudesse ser meu último voo”, declarou o piloto na época. Os sequestradores desistiram do plano ao perceberem o risco de queda e ordenaram que ele seguisse para Niterói, onde saltaram e fugiram.
Em 2012, Adonis Lopes também atuou como piloto em uma operação conjunta das polícias Federal, Civil e Militar que resultou na morte do traficante Márcio José Sabino Pereira, conhecido como Matemático, em Bangu. Na ocasião, os disparos que atingiram o criminoso partiram de um helicóptero. Adonis afirmou que a aeronave foi usada para apoiar a ação e reagir a tiros feitos contra a equipe. “Eles estavam a cerca de 100 km/h na favela, tentando fugir do cerco, e disparavam contra a aeronave”, relatou.